Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 02/06/2021
Ao analisar o histórico da sociedade, verifica-se que os desastres ambientais, recorrentes após o início do período da revolução industrial, são vislumbres da falta de consciência e descaso por parte do corpo empresarial e governamental. Por muitas vezes estes não realizam fiscalização ou punição para aqueles que cometem atos imprudentes a fim de economizar capitais e arriscam a vida de muitas pessoas, como nos caso do rompimento da baragem de lama tóxica na cidade de Mariana, estado de Minas Gerais. Sobre esta, diversas questões são levantadas pela comunidade científica e social acerca da falta de resposabilidade por parte da empresa envolvida e do governo, bem como a falta de consciência ambiental, que leva inumeras pessoas inscientes a não se atentarem a essa questão.
Estudos realizados pela revista Super interessante revelam que cerca de 680 km de rios e córregos foram tomados pelo lamaçal e que a extimativa de limpar os rejeitos do oceano sejam de no mínimo 100 anos. O Ibama, orgão do governo federal responsável pelo meio ambiente, impôs uma multa no valor de 250 milhões de reais, ainda não saldados, visto que a empresa tinha ciência que a barragem estava acima de sua capacidade e rejeitou, em 2009, devido ao alto custo necessário para edificar, um plano de contingência mais amplo proposto por uma consultoria de segurança terceirizada.
Houve ainda, a perda de 14 toneladas de peixes e a ameça à extinção de mais 11 espécies marinhas do Rio Doce, que atravessa o estado de Minas Gerais e abastece grande parte do estado do Espirito Santo, antes de desaguar no mar. Não bastasse a perda irrevogável de vida animal e vegetal encontrada nas localidades, há ainda prejuízos econômicos tanto para as empresas envolvidas e o governo, para reparar os danos, quanto para a população, que sofre com a falta de empregos, visto que a região era habitada por pescadores e lidam com o luto pela perda de seus entes queridos.
Dessarte, para que as consequências da catástrofe da cidade de Mariana sejam atenuadas e que outros ocorridos semelhantes não aconteçam, faz-se peciso medidas por parte do corpo governamental, empresarial e social. Para o primeiro, é necessária a criação de estatutos que busquem fiscalizar quaisquer irregularidades encontradas nas insdústrias e a criação de leis rigorosas para que esses empreendimentos sejam responsáveis por cobrir todas as consequências do acidente, sejam elas ambientais ou sociais. Já para o segundo, faz-se necessário o uso da ética e da sustentabilidade para que, ainda na edificação do projeto, hajam decisões que protejam não só as vidas humanas, como também a vida animal e vegetal. Para o corpo social, é imprescindível o engajamento em questões de desenvolvimento sustentável e ambientais, para que a sociedade não seja prejudiciada e a vegetação e biota sejam preservadas, a fim de manter o equilíbrio na biosfera.