Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 07/06/2021
Os desastres ambientais são caracterizados por eventos que afetam negativamente o meio ambiente e, consequentemente, os seres humanos. Eles podem ser de origem natural, por exemplo, terremotos, furacões e tsunamis ou originados devido a intervenção humana na natureza, tal qual o rompimento da barragem de Mariana, localizada no Estado de Minas Gerais. Diante disso, é de suma relevância que haja consciência ambiental por parte do Estado e, por conseguinte, a criação de medidas que promovam o desenvolvimento desse contexto no Brasil.
É primordial analisar os impactos causados pelo desastre em Mariana, são eles: solo contaminado, morte de pessoas e de animais aquáticos e terrestres, assoreamento de rios, entre inúmeros outros. Posteriormente a esse episódio, houve outro rompimento de barragem, também em Minas Gerais, localizado em Brumadinho, cujos estragos foram evidentemente semelhantes aos do anterior. Logo, a frase “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo” do filósofo espanhol George Santayana adequa-se a negligência estatal perante a esse assunto, pois o mesmo erro ocorreu duas vezes causando um enorme problema para a biodiversidade desses lugares.
Ademais, todos os prejuízos gerados por meio da indiligência da empresa responsável pela barragem tiraram o direito à mobilidade, assim como o direito à vida garantidos na Constituição Federal de 1988. Dessa forma, é inquestionável que o desastre de Mariana tenha sido uma imprudência ao invés de um acidente, uma vez que danos na estruturação são presumíveis e podem ser consertados antes que estragos devastadores como os já citados aconteçam. Nesse sentido, conforme o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) 23 barragens possuem grande risco de se romperem e 138 têm potencial para isso. Sendo assim, cabe às empresas e ao Estado garantir a segurança delas e, por consequência, do meio ambiente.
Conclui-se, portanto, que o desastre de Mariana gerou um grande impacto ambiental na região e ocorreu devido a negligência do Estado e da propriedade privada detentora das barragens. Desse modo, os governos estaduais devem fiscalizar, por meio de visitas periódicas, todas as barragens a fim de encontrar os perigos apresentados e resolvê-los para que, assim, realize-se o desenvolvimento seguro dessa área no país. É preciso, também, que as empresas sejam conscientizadas a respeito de conhecimentos ambientais com o objetivo de evitar futuras catástrofes. Dessa forma, o governo estará fazendo uso da consciência ambiental e ao mesmo tempo do desenvolvimento.