Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 01/06/2021
O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o desastre ambiental na cidade de Mariana afeta uma parcela significativa da população. Assim, seja pela negligência governamental, seja pelo descaso com os seres vivos locais, o problema exige uma reflexão urgente.
Convém saliente, de início, que o descaso e a falta de preocupação do governo com o meio ambiente corrobora para o acirramento da questão. Desse modo, em relação ao desastre ambiental ocorrido em Mariana, quando se diz sobre uma conciliação entre a preservação do ambiente e o avanço do desenvolvimento econômico com fins lucrativos, o governo se omite em planejar medidas frente ao agravamento da situação. Nesse sentido, tal fato ocorre, sobretudo, devido à falta de intervenção de autoridades que visam apenas metas econômicas, extração de recursos e consequentemente o aumento da circulação de capital, além do fato de que rompimentos em barragens contribuem diretamente para contaminações atmosféricas, bem como águas e solos. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Somado a isso, é válido ressaltar que desastres no ambiente afetam de maneira exacerbada nos seres vivos locais. Nesse âmbito, quando se fala sobre rompimentos de barragens, vários são os fatores que tornam as consequências do acontecimento, como um grande número de perdas de vidas levadas pela lama, de casas e famílias destruídas, de toneladas de peixes e animais marinhos que foram mortos etc. Nesse contexto, ao analisar as causas do ocorrido, é necessário reconhecer o descaso com os seres vivos que habitavam tal região, devido à falta de fiscalizações e planos de gestões de riscos. Por isso, é inaceitável que essa situação se perpetue.
Depreende-se, portanto, que são necessárias medidas de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação do governo, que deve por meio de mandatos de fiscalizações em todas as barragens, promover a segurança de todos os seres que habitam redondezas das represas, sem correr o risco de qualquer rompimento que compromete a vida, um fim de proporcionar um país em que mortes por irresponsabilidade de empresas voltadas a esse tipo de trabalho seja erradicada, e para que assim, os problemas se tornem mazelas passadas no Brasil.