Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 07/06/2021
O rompimento da barragem de mariana foi um dos maiores desastres ambientais registrados nos últimos anos no mundo. Com altos números de espécies de animais mortos, várias famílias sem suas casas e uma economia devastada, o distrito de Bento Rodrigues está passando o pior momento de sua história.
Em primeiro lugar, é válido mencionar que aa barragem de mariana foi construída como o objetivo de conter os rejeitos que vinham da extração do minério de ferro das minas da região de minas gerais, entretanto o acúmulo de aterro durante vários anos fez com que a barragem não aguentasse e se rompesse. A mineradora Samarco SA, responsável pela barragem, em momento algum avisou uma população do risco que possuía aquela região.
Como consequência do rompimento, 19 pessoas foram mortas, milhares ficaram desabrigados na região e um rastro de destruição se estendeu por 650 quilômetros até o litoral, danificando a Mata Atlântica e a bacia do Rio Doce. Além disso, muitas pessoas estiveram expostas a bioacumulação, fenômeno em que há a absorção e o acúmulo de substâncias no corpo de um organismo. Isso ocorre, pois a quantidade de metais lançados ao mar, foi de longa escala. Levará anos até que esse metal não faça efeito no oceano e até lá muitos animais marinhos essenciais à alimentação estão sujeitos a contaminantes e consequentemente os humanos através do seu consumo.
Nesse contexto, vale lembrar a população, seja nas mídias ou nas redes, que o Estado existe e pagam-se impostos para que cumpra seu papel. A fiscalização da empresa, seria imprescindível para a segurança e o bem-estar da população. Desse modo, a população deve cobrar uma justiça pelo caso. Poucos fiscalizadores mudariam a história do Brasil, como dizia Margaret Mead - “Nunca duvide da capacidade de um pequeno grupo de cidadãos dedicados para mudar os rumos do planeta. Na verdade, eles são a única esperança para que isso possa ocorrer”.