Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 06/06/2021

Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma ”. A frase do químico Antoine Lavoisier deixa nítida a relação que um país dever ter em conciliar o meio ambiente e desenvolvimento. Assim, o desastre ambiental de Mariana houve uma exploração contínua de minerios, a fim de obter o máximo de lucro possível sem conciliar o espaço físico. Nesse sentido, perceber-se uma transformação da natureza em atividade industrial para o crescimento de uma empresa na qual deixam prejuízos para toda a sociedade.

Em primeiro lugar, vale pontuar que o caráter exploratório e irresponsável da nacionalidade em questão, resultado de um passado colonial, marcado por devastação de florestas e águas, contribui para que o equilíbrio ecológico seja importado. Uma prova de que a obtenção de lucro superou o censo crítico e como preocupações ambientais é o caso de Mariana, no qual o rompimento de uma barragem, já alertada sobre sua fragilidade por alguns ambientalistas, causou o vazamento de cerca de 65 milhões metros cúbicos de dejetos, segundo Jornal o Globo. Desse modo, através da redução da biodiversidade da área e pelo grande assoreamento dos rios, note-se a insustentabilidade do atual regime extrativista, que coloca o meio ambiente à mercê do capitalismo financeiro.

Ademais, os danos mais graves ocorrem na sociedade. De fato, o impacto do incidente de Mariana é mundial, mas a contaminação do rio é local. Cidadãos comuns que sobreviviam à pesca e às pequenas plantações, tiveram que se mudar para lugares remotos, o que causou ainda mais sofrimento. Com isso, os moradores dessa cidade do interior mineiro ainda aguardam a purificação do rio para que todos possam voltar e continuar morando em um lugar seguro.