Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 02/06/2021

No Brasil, a consciência ambiental aliada ao desenvolvimento, ainda é um obstáculo para as empresas. Nesse cenário, é possível notar os recentes desastres ocorridos no país devido ao rompimento de barragens de mineração, configurando impacto no meio ambiente e na população local.

O rompimento da barragem de rejeitos da Samarco em 2015 responsável pelo maior desastre ambiental do mundo, é marcado diretamente pela falta de planejamento no desenvolvimento da mesma, sendo construída com uma fiscalização ineficaz, que após o início de seu funcionamento foi responsável pelo descarte inadequado dos rejeitos da mesma, causando paulatinamente um assoreamento do rio, que teve seu ápice no rompimento da barragem . Assim, em consequência disso, o ecossistema do rio e a dependência dos indivíduos pelo mesmo foram extintos em sua quase totalidade, consequente dos altos níveis de minérios presentes na água.

Com isso, vê-se necessário haver um equilíbrio entre desenvolvimento das áreas que deve apresentar-se de forma sustentável  e uma significativa consciência ambiental, que se torna ineficaz em decorrência da negligência e a inoperância dos órgãos governamentais frente aos eventos desta natureza das 299 barragens cadastradas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral, 23 têm alto risco da estrutura se romper, mostrando a ineficácia na abordagem do mesmo frente ao problema abordado.

Contudo, como responsável pela preservação ambiental e pela garantia dos direitos dos cidadãos, cabe ao Governo Federal em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente reformular o atual código ambiental vigente no país, tornando obrigatório o acompanhamento no planejamento da construção dessas barragens, bem como, fiscalizar quando iniciar suas atividades, a fim de certificar-se que a empresa esteja dentro dos parâmetros legais estipulados pelo Ministério do Meio Ambiente do país, ainda assim, certificar-se do descarte correto de seus rejeitos, tornando seguro e contínua a vida do meio ambiente e de quem dependa do mesmo, valendo-se do atual código ambiental.