Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 03/06/2021

A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 225, o direito ao meio ambiente equilibrado, como inerente a todo cidadão brasileiro. É notório que a garantia desse direito é negligenciada, conquanto na prática se observa o impacto do desastre ambiental em Mariana e a carência da consciência ambiental, o que, por sua vez, resulta diretamente no ecossistema.

Em primeira análise, é importante destacar a ausência da preservação ambiental no Brasil, o que, consequentemente, resultou, por irresponsabilidade e por ditames do mundo capitalista, na barragem de mariana, na qual, tinha como objetivo eliminar os rejeitos da extração de minério de ferro da região. Segundo o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, em sua obra “globalização e as consequências humanas“ os cidadãos caminham para uma desordem mundial ocasionada pela falta de controle do estado, como por exemplo, uma indigência de garantir que os brasileiros desfrutem de seus direitos, o que infelizmente é evidente o país.

Por conseguinte, é fundamental apontar as consequência desse desastre, do rompimento da barragem da mineradora Samarco, na natureza. De acordo com um estudo realizado por biólogos, publicado no site G1, a biodiversidade foi perdida, o solo foi contaminado pela lama, tornando-se infértil, consequentemente impedindo o desenvolvimento de espécies vegetais, visto que, o material não contém matéria orgânica. Logo, é inadmissível que esses desastre continuem a perdurar, como o de Mariana e em seguida o de Brumadinho.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses impactos. Para isso, urge que o Ministério do Meio Ambiente crie, por meio de verbas governamentais, fiscalizações mais severas e eficientes, além de campanhas nas escolas e redes sociais, abordando a discussão sobre a preservação ambiental, a importância desse cuidado, para uma maior mobilização da nação. Assim se consolidará um biossistema digno e uma sociedade mais consciente, permeada pelos elementos da magna carta.