Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 03/06/2021

O documentário “Rio de lama”, retrata de forma fiel o cenário deixado pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco em 2015, na cidade de Mariana. Mesmo após quase 6 anos, as consequências de tal desastre ainda estão presentes não só na memória daqueles que ali vivem, mas também no meio ambiente, seja na poluição de rios, destruição de plantações e devastação de grande parte da fauna e flora daquele local. Essas, que por sua vez, poderiam ser evitadas se a ganância e o lucro não estivesse acima da consciência ambiental

É inconstestável que a questão constitucional e sua aplicação estão entre as grandes causas da problemática. Para Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado. Analogamente, observa-se que o descumprimento da legislação por parte da empresa responsável representou uma brecha no que diz respeito ao equilíbrio proposto pelo filosófo,uma vez que, ao não cumprir as políticas de proteção ambiental, a natureza e a população foram diretamente afetados. Com isso, a poluição de leitos de rios, a destruição de matas ciliares e o prejuízo aos moradores, demonstra a importância do reforço da prática da regulamentação como forma de combate ao problema.

Outrossim,  destaca-se o descaso do governo pós tragédia como impulsionador da falta de consciência ambiental. Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de pensar e agir. Nesse contexto, nota-se a postura oposta dos governantes frente ao desastre ambiental, pois grande parte da população brasileira se mobilizou para ajudar as vítimas e demonstrou empatia e preocupação com os efeitos sobre a natureza, enquanto isso, por parte das autoridades, houve inoperância e negligência ao não tomar medidas concretas.

Entende-se , portanto, que as consequências de não ter aliado a consciência ambiental ao desenvolvimento, colocaram em risco a natureza e a população, ocasionando prejuízos inestimáveis. A fim de atenuar o problema, o Governo Federal em parceria com o Ministério do Meio Ambiente deve através da elaboração leis mais rígidas, ampliar as multas e fiscalização nas mineradoras, além de aplicar campanhas de abrangência nacional junto às mídias, com o intuito de estimular a consciência ambiental nas empresas e também  na população. Dessa forma, o equilíbrio porposto por Aristóteles, será gradativamente recuperado.