Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 06/06/2021

O rompimento da barragem de Mariana, no distrito de Bentro Rodriguês, em Minas Gerais foi o maior acidente do gênero desde 1992 nas Filipinas, deixando várias mortos e milhares de desabrigados e em situação de miséria. Entretanto, serviu também como exemplo, que deve-se haver uma conciliação entre o desenvolvimento e a consciência ambiental para previnir não só acidentes, mas também difundir o conceito de ecodesenvolvimento.

O conceito de Ecodesenvolvimento foi introduzido por Maurice Strong, Secretário da Conferência de Estocolmo, em 1993, segundo ele: “Ecodesenvolvimento está voltado ao atendimento das necessidades básicas da população, através de tecnologias apropriadas a cada ambiente”. Ou seja, seria em suma, aprimoração de tecnologias indústriais que visariam em parte o combate a destruição ambiental. Com a difusão desse conceito e investimento, vários acidentes poderiam ter sido prevenidos e a destruição ambiental seria menor em todo o território mundial.

Fazendo uma analogia, o desastre de Mariana em 2015 trouxe ao meio ambiente do território vários problemas. Após 6 anos do rompimento, a população não tem segurança para consumir a água do rio, mesmo depois do tratamento necessário feito pelos pesquisadores e cientistas da própria samarco. A água do rio não tratada, não pode ser usada para nenhum tipo de consumo, nem pra agricultura, sendo que a maior parte das pessoas do local vivem da agricultura e pesca. Entretanto, mesmo tratada, a população não se sente segura em consumi-lá, optando então por água que eles próprios extraem de poços artesanais. Com a ulilização de tecnologias e do conceito de ecodesenvolviemento, os problemas que vem ocorrendo desde 2015 poderiam estar bem menores, e provavelmente, o acidente poderia ter sido evitado. Porém, em todo o Brasil, falta investimento em pesquisas para criação e implatação de tecnologias do tipo.

Assim, analisando os fatos mencionados, é necessário que o governo federal junto do ministério do meio ambiente e o ministério de tecnologia, pesquisa e inovação criassem programas de pesquisa para a criação e implantação de tecnologias para a diminuição de dejetos durante periodos de chuva no distrito mineiro, para que assim diminuisse também a difusão do barro até o mar no Espirito Santo. Além disso, a secretária especial da publicidade poderia criar programas de conscientização para ajudar no entendimeto que a água do rio após o devido tratamento pode sim ser utilizada para consumo. O ministério da agricultura junto do governo estadual poderia criar uma infraestrutura de irrigação para as lavouras que pegassem água de rios próximos que não foram atingidos pelos dejetos das barragens, ajudando assim os pequenos e médios agricultores.