Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 03/06/2021

A frase de Arthur Schopenhauer “O homem fez da terra um inferno para os animais” retrata com clareza o cenário atual, que inclusive, também está matando os seres humanos. A ganância movida pelo sede de dinheiro, acarreta em ações irresponsáveis que afetam terceiros, matando e causando um caos não somente para o meio ambiante. Sobretudo, a negligência de indústrias, em especial, a mineradora Samarco S.A acarretou em um dos maiores desastres ambientais do Brasil. O crime foi provocado após a utilização incorreta da barragem de Fundão (MG), para guardar rejeitos de minérios. A gigante quantidade de lama devastou o rio doce, atingindo o oceano do Espírito Santo, e em meio a todo esse barro, mais de 300 famílias foram atingidas, dentre elas, pessoas perderam suas vidas, suas casas e desapareceram. Bem como, a biodiversidade foi atigida, decorrendo na morte de mais de 98 espécies de peixes e causando a extinção de muitos animais. Além dessa destruição, As atividades agropecuárias e pesqueiras também foram afetadas, deixando muitas pessoas desempregadas. Em resumo, é evidente que a precaridade das realizações de atividades prudentes afetam o ecossistema num todo, trazendo riscos inclusive, para os responsáveis de tal crime.

Conclui-se a necessidade de vistorias para a certificação das atividades em determinado local. Cabe ao Governo Federal, restringir e não autorizar ações e projetos que possam oferecer qualquer tipo de riscos. Ademais, indenização, cesta básica e moradia é o mínimo que deve ser dado a pessoas que até hoje não receberam o devido suporte. Somente assim, o desenvolvimento ocorrerá com segurança.