Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 06/06/2021
Com o advento da Revolução Industrial, no século XVIII, a humanidade descobriu um novo jeito de produzir, a manufatura deu lugar as maquinas, e o mundo conheceu a produção em massa. Entretanto, nunca foi pensado que tal tamanho desenvolvimento poderia afetar a natureza de formas catastróficas. Nesse contexto, convêm analisar quais as possíveis medidas para evitar que tragédias ambientais ocorram no país.
No ano de 2015, os brasileiros assistiram a barragem em Mariana se romper, e a lama armazenada destruir: casas, animais, florestas e rios, devastando o ecossistema daquela região. Isso aconteceu porque, mesmo com a clara desestabilização e erosão da barragem, o Conselho Estadual de Política Ambiental, aprovou a licença de operação da barragem. Em decorrência dessa grave falha da instituição, o Rio Doce ( fonte abastecimento para muitas cidades mineiras), foi atingido por milhões de metros cúbicos de dejetos, e levará décadas para se recuperar, influenciando negativamente a vida de milhares de pessoas.
Além disso, nota-se, ainda, que a Samarco (empresa responsável), aumentou 32% de sua produção naquele ano, e não teve o entendimento de aumentar, proporcionalmente, os investimentos a proteção ambiental. Segundo o canal de notícias Plus 55, a RTI ( Rescue Training International ) elaborou um plano de emergência para monitorar a barragem de fundão, mas esse foi recusado pela diretoria da Samarco por ser muito caro. Em consequência dessa política de lucros elevados e poucos investimentos,- visão partilhada pela a maioria das empresas brasileiras - vidas foram perdidas, e o Brasil conheceu sua maior tragédia ambiental.
Torna-se, evidente, portanto, que esse acontecimento triste que marcou a história do país, precisa ser tomado com exemplo, para evitar que outros eventos dessa magnitude ocorram. Em razão disso, os órgãos estaduais de políticas ambientais em parceria com o IBAMA, devem, exigir estudos detalhados da estrutura feitos por uma equipe com profissionais das mais diversas áreas, no intuito de evitar calamidades como esta. Ademais, faz-se necessário que o IBAMA elabore um plano de metas para os demais empreendimentos, a fim de disseminar o compromisso ambiental em empresários e diretores, e caso seja descumprido, sejam aplicadas multas e dado prazos para serem efetuadas, com risco de encerramento de atividades. Dessa forma, o Brasil, poderá ter a maioria de suas empresas engajadas na preservação ambiental.