Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 06/06/2021
O rompimento da barragem de rejeitos de Mariana pode ser considerado o maior desastre ambiental que o Brasil experimentou na última década. No entanto, a notícia revelou outras questões que precisam ser resolvidas, a falta de fiscalização governamental por parte das mineradoras e a negligência dos empresários na proteção do ecossistema.
A ineficiência do setor público em fiscalizar a indústria é evidente, pois há dois anos a Samarco possuía uma barragem aguardando a reverificação do Ministério da Produção e Mineração “DNPM”, que se encarrega de fiscalizar e aplicar penalidades, se necessário. Além disso, a mineradora não possuía projetos de proteção ambiental, nem capacitava servidores públicos e comunidades do entorno, que estavam em situação de risco.
Outra falha é que a fábrica não possuía sistema de alerta de desastres para alertar a comunidade, a tragédia só pode ser comunicada ao secretário da comissão municipal do partido e ao corpo de bombeiros por telefone. A sociedade mais atingida recebeu a notícia quando a lama estava destruindo suas casas e todos os animais e plantas ao seu redor. Portanto, segundo dados da revista Veja, é óbvio que os donos de minérios são negligentes em termos de população e segurança natural, pois 19 vidas humanas foram mortas e não se pode calcular o número de plantas, animais e algas mortas.
Portanto, é necessário que o governo tome medidas sobre as questões acima. O Ministério do Meio Ambiente deve estabelecer um grupo de operação da indústria de mineração para garantir a existência de vida e tomar medidas como exigir que as fábricas tenham sistemas de alarme, emergência saídas, treinamento de acidentes para trabalhadores e a população, Construir barragens de concreto para evitar que rejeitos fluam para os rios e casas. Além disso, o “DNPM” deve fazer vistorias e alterações necessárias ao bom desempenho das mineradoras.