Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 04/06/2021
De acordo com John Locke, filósofo inglês, o Estado deve, por meio de um contrato social, garantir à sociedade os direitos básicos, como vida e bem-estar social. Entretanto, quando se observa o desastre ambiental de Mariana, percebe-se que a ideia de Locke é refutada, tendo em vista que, devido à irresponsabilidade da Samarco e ao descaso governamental, nota-se a gravidade do incidente. Assim, faz-se imprescindível não só uma análise das causas, como também uma solução para o impasse.
Em primeiro lugar, a partir do pensamento de Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, o maior erro do homem é sacrificar a saúde em prol de qualquer outro benefício. Desse modo, a falta de planejamento da Samarco demonstrou a troca da saúde e segurança pelo benefício monetário, uma vez que, com um problema estrutural na barragem, a empresa não realizou nada para corrigi-lo. Consequentemente, ocorreu o rompimento da estrutura e todo desastre subsequente. Portanto, é inadmissível que a instituição passe impune.
Concomitantemente, segundo Norberto Bobbio, pensador italiano, a dignidade humana é uma virtude pertencente ao ser humano e, por isso, o direito ao respeito e à consideração lhe é cabível por parte do Estado. No entanto, é evidente que o poder público se faz ausente como executor de direitos fundamentais, pois ele não leva a sério os impactos ambientais causados, posto que, apesar de tal acontecimento representar um grave problema, sequer realizou inspeções para garantir que o meio ambiente estivesses em segurança nas áreas próximas à barragem. Dessa forma, é de extrema necessidade uma abordagem das autoridades diante desse assunto.
Logo, nota-se a necessidade de tomar medidas para solucionar a problemática. Portanto é cabível ao Governo Federal, através do Ministério do Meio Ambiente, promover uma maior fiscalização na empresa próxima a áreas verdes, com o intuito de averiguar se cumpre com todas as medidas de segurança, de forma a garantir a preservação da fauna e flora local. Além disso, é dever, ainda, do Governo Federal, através de ambientalistas e biólogos, realizar expedições nessas zonas silvestres a fim de garantir que as instituições não gerem impactos negativos na natureza. Espera-se, com essas ações, que haja um desenvolvimento da instituição sem que prejudique o meio ambiente e dessa maneira, as ideias de Locke poderão se concretizar na sociedade.