Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 07/06/2021

O desastre ambiental de Mariana, no dia 05 de novembro 2015, tornou-se um assunto de grande repercução em muitas mídias sociais e televisivas, se tratando de uma barragem de dejetos minerais tóxicos, que por falta de inspeção da empresa responsável, VALE (Companhia Vale do Rio Doce, CVRD), acabou por provocar o rompimento da barragem. A mesma foi construída como o objetivo de conter os rejeitos que vinham da extração do minério de ferro das minas da região de Minas Gerais, entretanto, o acúmulo de aterro durante vários anos fez com que a contenção não aguentasse e se rompesse.

A mineradora Samarco S.A , responsável pela barragem, em momento algum avisou a população do risco que possuía aquela região. Segundo dados apresentados pelo g1.com mineiro, ao total foram derramados cerca de 45 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério em 40 mil hectares de vegetação da APP (Áreas de Preservação Permanente), além de destruir 11 toneladas da fauna aquática presente no Rio Doce até o mar. Trazendo prejuízo, principalmente as comunidades ribeirinhas, que vivem do que pescam e plantam às margens do Rio Doce, onde houve a poluição dos solos, dificultanto qualquer forma de consumo de alimento.

Vale ressaltar ainda que, em todo o percurso da lama, é notável a perda de grande parte da fauna e flora local, sem contar o descaso do Governo no cenário pós tragédia como impulsionador da falta de consciência ambiental. De acordo com o filósofo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar. Nesse contexto, nota-se a postura oposta dos governantes frente ao desastre ambiental, pois a população e grande parte do Brasil se mobilizaram para ajudar as vítimas e demonstrou empatia e preocupação com os efeitos sobre a natureza, enquanto o Governo demonstrou inoperância e negligência ao não tomar medidas concretas. Assim, a falta de ações para a contenção dos graves efeitos da lama tóxica agravou o problema no Brasil.

Entende-se, portanto, que as consequências de não ter aliado a consciência ambiental ao desenvolvimento, colocou em risco a natureza e a população, levando a prejuízos inestimáveis. A fim de atenuar o problema, o Governo Federal em parceria com o Ministério do Meio Ambiente deve elaborar leis ambientais mais rígidas e ampliar a fiscalização de mineradoras e afins, além de aplicar campanhas de abrangência nacional juntos às emissoras que estimulem a consciência ambiental de empresas e pessoas e a denuncia de crimes contra a natureza.