Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 06/06/2021

Impacto negativo no meio ambiente

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na sociedade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a consciência ambiental da população apresenta barreiras, as qual dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ambição e o enriquecimento com o uso de recursos naturais, quanto da incompetência dos governantes em relação ao desmatamento excessivo. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade. Desse modo, é fato pontuar que o acidente ocorrido na cidade de Mariana, em 2015, o rompimento da barragem da Samarco provocou 19 mortes. Além de destruir casas, o mar de lama devastou o Rio Doce e atingiu o oceano no Espírito Santo. Tal acontecimento deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades o caso de Mariana se repetiu outra vez, na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais causando quase 300 mortes e desabrigando milhares de famílias. Ademais, é imperativo ressaltar a falta de consciência ambiental da população como promotor do problema, muitos apoiam o desmatamento e agem como se fosse algo normal que não irá prejudicas as futuras gerações. Em virtude dos fatos mencionados, é dever da sociedade ter a noção de que só existe um meio ambiente e sem ele não existe vida, reivindicando seus direitos e protestando contra as tais práticas. Posto isso, é fundamental uma ação do Ministério do Meio Ambiente que deve, por meio de votação com os parlamentares e sanção do gestor público, aprimorar a lei já existente de crime ambiental, impondo ações mais rígidas, como uma maior fiscalização de empresas que possam causar prejuízos, e punições como prisão dos indivíduos responsáveis para que assim a população tenha consciência sobre os cuidados que devem ter com a natureza. Assim em médio e longo prazo, o impacto nocivo de tal problemática, e a coletividade alcançara a Utopia de More.