Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 07/06/2021

“O dinheiro é a essência alienada do trabalho e da existência do homem; a essência domina-o e ele adora-a’’. A frase escrita pelo filósofo Karl Marx, exprime a ideia da personificação da ganância, e esse se tornou o principal infortúnio causado pelo capitalismo. Pode-se afirmar que, em relação ao desastre de Mariana, houve negligência proposital na fiscalização da barragem e descaso com o meio ambiente, ocasionando a catástrofe que despejou 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério no Vale do Rio Doce, causando mortes de pessoas, animais e da vegetação.

Atualmente, no Brasil, muitas empresas em buasca do próprio gozo e lucro aproveitam-se da fragilidade das leis ambientais e fazem instalações em locais inadequados ou em áreas que deveriam ser preservadas. Nesse sentido, percebe-se a transformação da natureza em atividade industrial para o crescimento de uma empresa na qual deixam prejuízos para toda a sociedade, a tragédia em Mariana  colocou em cheque a irresponsabilidade e o desleixo dos órgãos fiscalizadores em relação a preservação natural. A falta de fiscalização do Governo referente ao cumprimento de leis e normas ambientais facilitou a reincidência dessa categoria de acidente numa dimensão maior, e o preço pago por este progresso foi:  a poluição de leitos de rios, a destruição das matas ciliares, a contaminação do sistema aquático, e o estrago causado ao município de Mariana.

Outrossim, destaca-se que os responsáveis pela tragédia de Mariana, pouco fizeram para reparar o que causaram. Mais de mil vítimas marianenses foram afetadas e desabrigadas, cerca de 330 famílias foram atingidas, a empresa samarco ainda não indenizou todas as famílias. Além do grande impacto que trouxe nas atividades agropecuárias e pesqueiras.

Ademais, o desastre de Mariana gerou um efeito econômico exuberante, deixando milhares de pescadores sem emprego, dado que as atividades dos trabalhadores foram interrompidas pela contamição do rio em vista da poluição do minério, além de que a empresa causadora da problemática gerava grande parte dos empregos na região afetada.

Nesse viés, o Ministério do Meio Ambiente, deve promover estratégias econômicas e sociais para a melhoria da qualidade ambiental e o uso sustentável de recursos naturais, o qual visa uma exploração mais responsável, onde o meio seja respeitado e zelado. Deve-se começar também o processo de conscientização sobre a importância da preservação do meio, nessa perspectiva, cabe às esferas governamentais, em parceria com o Ministério da Educação, promover projetos educacionais nas escolas, por intermédio de ampla divulgação midiática, que insira propagandas televisivas e oficinas entre professores e discentes.