Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 07/06/2021
De acordo com o artigo 225 da Constituição Brasileira de 1988, o Poder Público e a coletividade são obrigados a preservar e defender o meio ambiente. Entretanto, essa realidade não é observada na conjuntura brasileira hodierna, sobretudo, no que tange ao desastre ambiental de Mariana. Dessarte, urge, a importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento. Isso pode ser realizado tanto com um olhar atencioso do Governo sob os problemas ambientais brasileiros quanto com uma sociedade mais empática.
Antes de tudo, percebe-se como uma causa latente da ausência de conciência ambiental a inoperância das esferas governamentais. Conforme Rousseau, filósofo contratualista, o Estado se responsabiliza pelo estabelecimento de condições básicas à sociedade ao promover, por conseguinte, o bem-estar do âmbito populacional. Não obstante, a perspectiva defendida pelo intelectual não se concretizara na realidade atual, haja vista a indiligência governamental em viabilizar campanhas informacionais a população, sobre a importância de uma relação harmônica entre a natureza e o desenvolvimento capitalista. Nesse ínterim, o Ministério do Meio Ambiente não promove essa espécie de política pública, e, portanto, não efetiva o bem estar social como dito pelo filósofo.
Outrossim, a carência de empatia ainda é um grande impasse à solução em questão. A esse respeito, o sociólogo Zygmunt Bauman descreve a sociedade moderna como massivamente egoísta. Dessa maneira, no contexto atual, muitas vezes, os detentores do capital usufruem do meio ambiente em beneficio próprio a fim de se obter o maior lucro possível. Tal fato ocorre sem que haja reflexão sobre o impacto das consequências da exploração ambiental sob o contingente demográfico menos favorecido. Portanto, infere-se com o imbróglio pontuado, outra causa do problema.
Diante dos argumentos supracitados, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente crie campanhas informacionais, por meio de verbas da União, para intermediar as causas do problema pontuadas. Princialmente, cabe as Escolas, junto à sociedade, intruções, por meio de palestras com psicólogos e proficionais capacitados, sobre a importância de uma relação harmônica entre a natureza e o desenvolvimento econômico, a fim de efetivar a empatia. Isso, para que desastres ambientais, como o de Mariana, não ocorram novamente na sociedade brasileira. Quiçá, assim, alcançar-se-á uma efetivação dos direitos elencados na Carta Magna.