Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 05/06/2021
No ano de 2015 em novembro, a região de Mariana/MG sofreu uma das maiores tragédias ambientais dos tempos modernos: a barragem de Samarco, de propriedade da Vale, rompeu e inundou uma área de 40 milhões de metros cúbicos, e seus rejeitos poluíram dois rios, principalmente o Rio Doce, com minério de ferro. Da mesma forma, pode-se afirmar a relevância da consciência ambiental como reflexo do desenvolvimento nacional. Porém, para tanto, obstáculos como a persistência de maus hábitos e a recorrência de crimes ambientais devem ser reduzidos, ou anulados completamente de preferência. Para isso algo tem de ser feito, não somente pelo Estado, mas também pelas empresas e pessoas a fim de casos como esse não vim a acontecer novamante.
Em primeira análise, erros e hábitos simples que precisam ser reconstruídos foram apontados, como o manuseio incorreto e o descarte do plástico, o que confirmou a continuidade do problema. Segundo levantamento da USP, 78% dos municípios brasileiros não realizam coleta seletiva. Portanto, quando se trata de proteger o patrimônio ambiental do Brasil, a sociedade e o governo obviamente precisam urgentemente se adaptar. Essa adaptação vai restaurar realidades ambientais fundamentais por meio de ações simples, como as mortes de peixes e pássaros causados por descarte indevido do plástico, e o desmatamento ilegalmente de certas áreas protegidas.
Em segunda análise, há cada vez mais crimes ambientais em território nacional, pois o impacto financeiro vai afetar o desfecho do caso, ou atrasar o processo levando a anos sem solução, como é o caso de Brumadinho e Mariana. Nesse contexto, destaca-se a série brasileira “Aruaias”, que retrata o cotidiano de quatro ambientalistas que lutam para revogar o decreto assinado pelo presidente em troca de propina para a construção de uma mineradora famosa de barragens, a KM. Essas pessoas fugiram para buscar evidências e fizeram um documentário que relatava a morte de animais e plantas locais, tornando público o desastre.
Portanto, para conseguir reduzir os crimes ambientais, bem como tornar público a necessidade de adaptação para preservar o meio ambiente, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente juntamente o MEC elaborem programas socioeducativos que abordem a importância da preservação natural para a sociedade moderna. Tal feito, será realizado por meio da promoção de palestras e rodas de conversas, com profissionais da área, como biólogos, ademais, essas campanhas serão veiculadas nas redes sociais e TV, com o intuito de aproximar e sensibilizar os indivíduos dessas temática. Somente assim, a realidade brasileira distanciar-se-á da retratada em “Aruaias” e conseguirá atingir seu pleno funcionamento.