Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 07/06/2021

No ano de 1985 um acidente ocorreu em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, perto da aldeia guarani de Sapukai. Fortes chuvas chegaram e as águas pluviais provocaram deslizamentos de terras das encostas da Serra do Mar, destruindo o Laboratório de Radioecologia da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto. Os engenheiros responsáveis pela construção da usina mais tarde descobriram que o nome dado pelos indígenas ao solo em que aconteceu o desastre se chamava Itaorna, que significa “pedra podre”. Assim sendo, é possível perceber que a negligência e a inoperância dos órgãos governamentais em relação a natureza não é algo recente, como aconteceu no caso de Mariana. Esse quadro preocupante ocorre em função incúria administrativa política e técnica, deixando vários impactos sociais e ambientais para trás.

Pode-se mencionar, por exemplo, dentre os erros técnicos que contruibuiram para o acidente em Mariana, o principal seria o metódo de construção usado pela empresa Vale na barragem, o alteamento a montante. Dentro os ademais metódos, esse é o mais simples, de mais baixo custo e o mais perigoso. De acordo com a BBC News Brasil, um projeto de lei criado em 2016, três anos após a tragédia em Mariana, que pretendia evitar novos acidentes, prevê regras mais rígidas de licenciamento ambiental para criação de novas barragens e endurece a fiscalização sobre as já existentes, pórem, essa proposta está parada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e foi vetada por três votos a um.

Em virtude os fatos mencionados, o acidente em Mariana liberou cerca de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração que eram formados, principalmente, por óxido de ferro, água e lama. Apesar de não possuir, segundo a Samarco, nenhum produto que causa intoxicação aos seres humanos, esses rejeitos podem devastar grandes ecossistemas, como aconteceu no rio Gualaxo. Como ele é afluente do rio Carmo, o qual deságua no Rio Doce, um rio que abastece grande quantidade das cidades, à medida que a lama atinge os ambientes aquáticos, causa morte de todos os organismos ali encontrados, como algas e peixes. O ecossistema aquático desses rios foi completamente afetado e, consequentemente, os moradores que se beneficiavam da pesca, causando assim, um impacto social na região.

Por meio da ação de mais leis, o governo deve promover maior andamento e seriedade no assunto de questões ambientais, que nesse caso devem ter o intuito de maior fiscalização em áreas de barragens já existentes e regras mais rígidas em seus projetos de construção, como a que está parada na Assembleia Legislatova de Minas Gerais. Dessa forma, será possível promover uma melhor segurança tanto aos moradores de regiões próximas a tais construções quanto ao ecossistema existente no local.