Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 07/06/2021
A economia brasileira é ligada à mineração desde a colonização até os dias atuais, no século XXI. Essa atividade, porém, se tornou um cenário de desastre no país em 2015 com o rompimento da barragem em Mariana. A falta de fiscalização que levou a esse acontecimento deve ser revista a fim de evitar tais calamidades.
Em primeiro momento, nota-se que a fiscalização insuficiente e inadequada faz com que as barragens em risco de rompimento não sejem alarmadas e desativadas. Causando, assim, uma série de malefícios ao meio ambiente. O Rio Doce, que abrange o Espírito Santo e Minas, teve sua água contaminada com as toneladas de dejetos despojados, influenciando a biodiversidade de animais aquáticos e de plantas ao seu redor.
Em segundo momento, observa-se que a negligência das empresas mineradoras e dos órgãos governamentais, DNPM e FEAM, responsáveis pela sua fiscalização, afeta não apenas a natureza mas também, as milhares de famílias que vivem próximo às barragens e que dependem dos rios afetados. Essas famílias encontram-se desabrigadas e sem recurso algum para se sustentar, além de terem sua saúde colocada em risco.
É necessário, portanto, que o Sistema Legislativo do país elabore leis que tornem a constante fiscalização das barragens obrigatória. Visando assim, evitar desastres como o ocorrido em Mariana. Cabe aos órgãos governamentais, também, cumprir com o seu papel e realizar efetivamente a inspeção nas empresas mineradoras a fim de minimizar os danos causados à população e ao meio ambiente.