Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 07/06/2021
Em Novembro de 2015, ocorreu em Mariana, o rompimento das barragens responsáveis pela empresa Samarco Mineração S.A. Por falta de responsabilidade e comunicação da empresa e do governo com a população sobre o perigo, essa catástrofe gerou perdas de seres humanos, animais e vegetais. Além do mais, é considerado o maior desastre socioambiental da história brasileira, por causar estragos em diversos locais e famílias.
Em primeiro plano, vale ressaltar que a barragem de Mariana foi construída com o objetivo de conter os rejeitos da extração do minério de ferro das minas do estado de Minas Gerais, porém, o acúmulo de aterro fez com que a barragem ultrapassasse o limite e se rompesse. Por falta de responsabilidade, a mineradora Samarco S.A e o governo não informou para a sociedade sobre o perigo da região, mesmo com um estudo que alertava sobre os riscos de rompimento das barragens de Fundão e Santarém, em Mariana feito pelo Ministério Público Estadual.
Além disso, nessa tragédia, 19 pessoas morreram, comunidades foram destruídas, como o distrito de Bento Rodrigues, houve a poluição da bacia do Rio Doce e devastação da vegetação. Ademais, de acordo com o artigo publicado por Vanessa Sardinha dos Santos, após o acidente, vários peixes morreram em razão da falta de oxigênio dissolvido na água, o ecossistema aquático dos rios atingidos foram completamente afetados e, consequentemente, os moradores que se beneficiavam da pesca.
Portanto, medidas devem ser tomadas para que desastres como o de Mariana não se repitam, bem como a perda de vidas humanas, animais e vegetais que esses desastres causam. Logo, o governo deve promover leis mais severas em relação a vistorias feitas nas barragens, punindo e bloqueando aquelas que não estejam de acordo com as diretrizes corretas, assim, evitando um futuro rompimento delas e os prejuízos socioambientais causados por ela.