Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 07/06/2021
O município de Mariana, em Minas Gerais, popularizou-se com o ciclo do ouro no Brasil - exploração aurífera -, e tornou-se símbolo de riqueza e prosperidade. No entanto, a imagem acerca dessa área extrativista mudou após ser palco do maior desastre ambiental brasileiro - e o maior desastre do gênero da história mundial nos últimos 100 anos. -. O evento serviu para mostrar a negligência e a inoperância dos órgãos gorvenamentais frente aos constantes problemas ambientais.
A princípio, vale pontuar que o caráter exploratório e irresponsável da nacionalidade contribui para que o equilíbrio ecológico seja importunado. Uma prova de que a obtenção de lucro superou o censo crítico e as preocupações ambientais é o caso Mariana, no qual o rompimento de uma barragem – já alertada sobre sua fragilidade por alguns ambientalistas – causou o vazamento de cerca de 65 milhões de metros cúbicos de dejetos, segundo Jornal o Globo. Desse modo, nota-se que o meio ambiente está à mercê do capitalismo financeiro.
Ademais, convém ressaltar que os prejuízos não são exclusivamente ecológicos, mas também são sociais. A sociedade também é colocada em risco pela tragédia supracitada, na qual os direitos básicos garantidos pela Constituição Federal vigente foram negligenciados, principalmente a saúde, segurança, garantia de ir e vir e a habitação, pois, segundo o Jornal Nacional, 19 pessoas perderam suas vidas, 80% perderam os imóveis e a lama que formou um rio lodoso impediu a passagem de moradores. Dessa maneira, é inquestionável que a precária fiscalização ambiental por órgãos públicos e a ausência de consciência ambiental nas empresas privadas colocam diariamente a população em risco.
Assim, é imprescindível que o Poder Público Executivo atue, fiscalizando o cumprimento da legislação ambiental já vigente, através de órgãos que realizem pesquisas de campo e detectem possíveis danos ambientais, impedindo que novos desastres ocorram por ausência de vigilância. Além disso, cabe ao Poder Legislativo instituir formas mais severas de punições para as aqueles que desrespeitarem as normas ambientais, como aumento no valor de multas e impostos. Ainda, é papel do Governo Federal prestar socorro as vítimas dos desastres ambientais já ocorridos, por meio de políticas assistencialistas, com maior destinação dos impostos de renda. Por conseguinte, alcançará a harmonia entre o setor financeiro e o meio ambiente.