Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 07/06/2021

José de Alencar e outros autores do romance indianista nos fizeram conhecer e entender a relação do índio com a natureza: subsistência, exploração saudável e freada, cooperação. Esse modo de se utilizar da fauna e da flora, no entanto, não é mais o que prevalece no mundo, já que o homem, desde muito antes dessas histórias serem contadas, tem para si duas únicas palavras-chave: desenvolvimento e lucro. A fim de satisfazer essas necessidades inventadas, vai-se explorando, desenfreada e irresponsavelmente, o meio ambiente, sem pensar que um dia a humanidade pode ser engolida por essas ações, como recentes acontecimentos vêm surgindo.

O rompimento da barragem de rejeitos da Samarco deu uma grande demonstração de negligência e omissão ao país. Muitos movimentos ambientalistas mostraram seu repúdio ao evento de Mariana. Mas não é de hoje que o Brasil passa por problemas ambientais. O desmatamento da Amazônia apesar de ser um assunto antigo continua sendo deixado de lado por uma grande parcela dos nossos políticos e governadores.

O desenvolvimento sustentável deve ser incentivado na atual situação em que vivemos. No Brasil, assim como em outros países emergentes, há uma grande dificuldade de levar essa ideia adiante. Embora haja diversos grupos dispostos a espalhar esse pensamento como o Greenpeace, existe uma enorme resistência de empresas que buscam somente o lucro.

Nessa perspectiva, cabe às esferas governamentais, em parceria com o Ministério da Educação, promover projetos educacionais nas escolas, por intermédio de ampla divulgação midiática, a inserção de propagandas televisivas, notícias em folhetins e oficinas entre professores e discentes. Diante disso, o alvo de tal medida, deve ser o indicador da penúria de cada meio escolar e, irradicação de acidentes causados pela falta de vigilância das empresas. Assim, evita-se as tragédias ambientais, pois como proferido por Bauman: “vivemos em tempos líquidos, nada é feito para durar”.