Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 07/06/2021
O rompimento da barragem de rejeitos de Mariana, pode ser considerado o maior desastre ambiental que o Brasil já vivenciou na última década. No entanto, os noticiários revelaram outros problemas a serem resolvidos, a falta de fiscalização governamental nas mineradoras, como também a negligência dos empresários na preservação do ecossistema.
É nítida a ineficiência do setor público em realizar vistorias nas indústrias, visto que tempos atrás a Samarco estava com seus diques em atividades aguardando a revalidação pelo Departamento Nacional de Produção e Mineração (DNPM), o qual é responsável em fiscalizar e aplicar penalizadas, caso seja necessário. Além do mais, a mineradora não havia projeto de preservação ambiental e nem fornecia capacitação para os servidores e sociedades vizinhas em situações de riscos. Isso mostra que as empresas estão preocupadas com a exploração dos metais preciosos.
Outra falha observada foi que a fábrica não possuía sistemas de alerta a catástrofe para avisar a comunidade. A informação da tragédia procedeu por telefone somente para secretária do município e corpo de bombeiros, com o intuito de buscar ajuda. A sociedade mais prejudicada recebeu a notícia quando a lama estava destruindo suas casas e toda fauna e flora ao seu redor. Desse modo, fica claro a omissão dos proprietários de minérios na segurança da população e da natureza, visto que 19 vidas humanas foram perdidas e os números de plantas, animais e algas mortas é incalculável, segundo dados da revista veja.
Portanto, é necessário que o governo atue nos problemas supracitados, o Ministério do Meio Ambiente deve criar um regimento de funcionamento das indústrias de minérios para garantir a existência da vida, adotar medidas tais como, exigir das fábricas de sistema de alarme, saída de emergência, treinamento de acidente para os trabalhadores e população, criação de barragens de concreto para impedir que os rejeitos cheguem até os rios e as residências. Além do mais, o ‘DNPM’ deve realizar fiscalizações e multas necessárias para que se tenha um bom desempenho das mineradoras.