Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 07/06/2021

Foi na Inglaterra onde o processo de industrialização teve início, deixando de lado a manufatura e as associações familiares, e dando enfoque a produção maquinofatureira em grande escala. Se nessa época a localização da matéria prima era uma barreira para o desenvolvimento, hoje, com a globalização e o avanço nos meios de transporte esse fator determinante de ser um problema. O grande dilema agora é conciliar, desenvolvimento e sustentabilidade: se por um lado o progresso é importante para o homem, por outro, a natureza é essencial.

A ambição gera graves problemas, pois com ela, os reparos que trazem prejuízos sempre são o mais econômico possível. Samarco, empresa responsável pela barragem que foi rompida, muitos avisos da Fundação Estadual de Meio Ambiente dos riscos da barragem do Fundão se romper. Porém, esses comunicados foram ignorados, pois com o concerto, haveria muitos gastos, acumulando prejuízos à empresa, mostrando assim que a negligência por motivos financeiros podem ser muito perigosos.

Ademais, é válido ressaltar como o nosso Sistema Legislativo é incompetente, e não tem respeito pela natureza.Atualmente no Brasil existem cerca de 300 barragens cadastradas no Departamento Nacional de Produção Mineral, dessas, 50% corre algum risco de rompimento, e mesmo com essas altas chances de outros casos parecidos, há pouca manifestação do Governo em relação a isso. E com isso demonstração o quanto é frágil à legislação, tendo uma frase do pensador espanhol George Santayana um reflexo que vem ocorrendo atualmente “Eles que não conseguir esquecer o passado estão condenados a repeti-lo”.

A ganância humana, aos poucos, vem destruindo a natureza. Mas, como diria Martin Luther King, “Toda hora é hora de fazer o que é certo”. Deve-se começar agora o processo de conscientização sobre a importância da preservação do meio, através de palestras com biólogos e profissionais da área nas escolas, criando cidadãos conscientes de que há uma infinidade de possibilidades de trabalhos, mas apenas uma natureza, e esta, requer cuidado. Para que desastres como esse não se repitam, a Secretária do Meio Ambiente precisa aumentar o rigor na fiscalização e punição das empresas, de modo que, conforme próprio se adapte ao meio de produção sustentável. Desse modo, haverá o início de uma nova era, onde homem e natureza, de fato, viverão em harmonia.