Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 20/06/2021

O desastre ambiental de Mariana foi o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, que ocorreu em 2015, onde tal rompimento causou uma enxurrada de lama em toda cidade e nos seus arredores, trazendo como consequência a destruição do meio ambiente, contaminação do solo, rio, e um total de 19 mortos, sendo assim, denominada como a maior tragédia ambiental em toda a história do Brasil. Além disso, é perceptível que tal tragédia ainda tem trazido sérias consequências aos moradores da região, tais consequências que poderiam ter sido evitadas se não houvesse tido uma negligência por parte do governo.

Primeiramente, é importante ressaltar que ainda é perceptível sérias consequências de tal tragédia na atualidade. Segundo o laudo técnico preliminar do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ​​(Ibama), o desastre ambiental de Mariana deixou os moradores das comunidades muito afetados, causando desalojamentos, destruição de áreas agrícolas e pastos, com perdas de receitas econômicas, a sensação de perigo e desamparo na população e a interrupção do abastecimento de água. É vista a necessidade de destacar que cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos inundaram as águas do Rio Doce, uma das maiores bacias hidrográficas do Brasil, fazendo com que mesmo depois de 6 anos do ocorrido os moradores das comunidades afetadas ainda não se sintam seguros em consumir o fornecimento de determinada água.

Ademais, é de grande importância reforçar que tais consequências citadas anteriormente são frutos de uma negligência governamental. De acordo com Joaquim Pimenta Ávila, projetista da barragem de Fundão, em Mariana, a fiscalização da barragem praticamente não existia, pois, segundo Ávila, o órgão fiscalizador em Minas Gerais não tinha mais que três pessoas especializadas em barragens, mostrando assim a incompetência e negligência do próprio governo por não colocarem mais pessoas qualificadas para fazer a fiscalização da barragem de Mariana.

Sendo assim, é vista a necessidade de se resolver tais problemáticas. Dessa forma, o Governo Federal pode propor a criação de ONGS com o intuito de auxiliar os moradores que ainda sofrem com essa tragédia, através de doações de alimentos ou ajuda financeira, pois, muitos que foram afetados pelo desastre ainda não receberam auxílio financeiro para conseguirem se reerguer novamente. Além disso, para evitar que ocorra um acidente parecido com o de Mariana, o Governo deve fiscalizar as barragens por meio da ANA, uma instituição responsável por fiscalizar a segurança de barragens, onde encontra-se profissionais especializados no assunto. Se isso for feito, as famílias que foram afetadas  vão receber ajuda e as chances de ocorrer outros desastres iguais ou maiores vão ser mínimas.