Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 18/06/2021
Sociólogo francês, Pierre Bourdieu, com base na “Teoria do Habitus’’, afirma que o indivíduo tende a ser influenciado por comportamentos enraizados na sociedade e se habituar diante de situações, mesmo que problemáticas. Dessa forma, essa análise do convívio em sociedade pode representar facilmente o comportamento passivo da população diante do rompimento da barragem de Marina, já que é justamente a habitualidade frente a esse impacto que consolida a falta de medidas para a erradicação deste quadro. Assim, não só a falta de conhecimento ambiental,como também a falta de responsabilidade consolidam essa situação.
Segundo Paul Watson, diretor da Greenpeace, a inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente.Atualmente muitas pessoas não estão tendo o devido conhecimento sobre o que faz ou não faz mal ao meio ambiente, coisas simples, como exemplo, a gasolina que usamos nos carros. Conforme o site do UOL, a queima do álcool emite menos gases poluentes na atmosfera, produz em média 25% menos monóxido de carbono e 35% menos óxido de nitrogênio que a gasolina, estas pequenas trocas podem fazer muita diferença para o ecossistema.
Segundo o naturalista Charles Darwin, na sua teoria da seleção natural: o melhor que se adapta ao ambiente e suas circunstâncias sobreviverá. No entanto, a ganância ascensão social e pelo dinheiro tem levado à destruição da natureza, como aconteceu na barragem de Mariana. De acordo com o site jornalístico G1, a barragem rompeu devido à elevação do aterro de contenção, pois o reservatório já estava a seu ponto limite, devastando casas, monumentos históricos, bem como destruiu à fauna e à flora na área, como também ocasionou em mortes. Uma vez que, a barragem não teve a devida infraestrutura e reparos técnicos fator que ocasionou em danos irreparáveis ao meio ambiente como também a diversas famílias.
Fica evidente, portanto, queo desastre ambiental de Mariana ainda está tendo muito impacto, por isso devemos conciliar uma consciência ambiental. Nesse sentido, urge que o governo, no âmbito do Ministério do meio ambiente elabore políticas de conscientização ambiental, por meio da criação de palestras gratuitas, com o objetivo de criar uma sociedade engajada e ciente do que está ou não está fazendo com o meio ambiente. Outrossim, cabe às instituições de ensino a inserção de mais aulas sobre o ecossistema,tanto teóricas como práticas, com o objetivo de preparar o jovem para tomar decisões conscientes no que tange a preservação ambiental.