Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 18/06/2021
No ano de 2015, o desastre da barragem de Mariana foi um triste ocorrido, trazendo diversas mortes e poluição ambiental. Antes de tudo é necessário entender o porquê da barragem ter se rompido gerando tal acidente. Um estudo contratado pelas mineradoras Vale, BHP Billiton e Samarco mostrou que a presença de lama no ponto de ruptura da barragem, onde deveria ter somente areia, é uma das causas do colapso da estrutura. Pensando nisso, deve-se pensar em meios de como evitar tal desastre.
É claro que devemos entender o que causa o rompimento de uma barragem. Tal fato pode-se associar dois principais fatores que podem ser apontados como causa primária do rompimento de barragens: um fenômeno natural, intenso, responsável por abalar a estrutura da barragem; e/ou a falta de planejamento dessa estrutura que, independentemente de fatores externos, entra em colapso como aconteceu no desastre de Mariana.
Outrossim, é necessário lembrar dos dano que tal desastre trouxe para o meio ambiente. As 80 milhões de toneladas de rejeitos da barragem de Fundão atingiram em cheio o Rio Doce, levando degradação a uma área de 80 quilômetros quadrados e provocando a morte de 9 milhões de toneladas de peixes. Além dos 19 mortos, estima-se que 3,2 milhões de habitantes da região tenham sido afetados. A lama tóxica também chegou a Abrolhos, uma importante unidade de conservação da vida marinha.
Diante dos fatos expostos, é de suma importancia que concilie-se o desenvolvimento com uma consciência ambiental. Portanto, cabe ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA) juntamente com as empresas mineradora como a vale criar um plano de emergência, para caso tal desastre aconteça, atenuar toda a situação, a fim de assegurar a segurança dos moradores da região e do ambiente em volta, assim evitando outros desastres como o de Mariana e Brumadinho.