Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 18/06/2021
O rompimento em Mariana foi um episódio no qual uma barragem de resíduos minerais se rompeu, danificando rios e matando 19 pessoas. Ao analisar tal fato, pode-se constatar que a negligência fiscal de orgãos públicos acabaram por consequenciar neste evento, que poderia ter sido evitado.
De acordo com o Departamento Nacional De Produção Mineral (DNPM), há 299 barragens registradas no Brasil. Os critérios utilizados para se classificar uma barragem de risco são: risco estrutural e potenciais danos que ela pode/poderia causar. Todas as barragens apresentam classificação em algum dos critérios, no entanto, apenas 19 são prioritárias por se enquadrarem em ambos, negligenciando assim, todos os outros riscos, sejam eles ambientais ou sociais, que as demais barragens poderiam causar.
Como exemplo, a barragem da Samarco, que estava enquadrada nos riscos estruturais desde a sua contrução, de acordo com a Policia Federal de Minas Gerais, gerou impactos sociais e ambientais. Seu rompimento afetou o leito do rio Doce, no qual a lama atingida por ele funciona como um selo físico no rio, impedindo que a vida aquática exista, além de tornar a água imprópria para a população, pois a deixou barrenta e com pouco oxigênio. Prejudicando, dessa forma, o sistema aquático, a saúde da população e atividades econômicas agrícolas da região.
Portanto, o DNPM deve aumentar a fiscalização das barragens por meio da complexibilização dos critérios utilizados -fazendo com que abranja mais barragens perigosas-, a fim de dar o devido cuidado e assistência em todas elas. Além disso, deve criar leis mais punitivas, que interfiram -negativamente- nos lucros das empresas responsáveis e as obriguem a solucionar os danos ambientais e sociais causados na sociedade. Dessa maneira, eventos semelhantes poderão ser evitados.