Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 18/06/2021

O desastre do rompimento da barragem em Mariana, já faz seis anos e nada foi feito. Este caso chocou o Brasil e o mundo em 2015 pela negligência, falta de assistência para as pessoas e carência de preocupação com a fauna e flora atingida. Além disso o desastre caiu no esquecimento não sendo mais noticiado pelas mídias com a mesma importância das outras reportagens. Dessa forma, é preciso aperfeiçoar o desenvolvimento sem danificar o meio ambiente.

No ano de 2015, os brasileiros assistiram à barragem em Mariana se romper, e a lama armazenada destruir: casas, animais, florestas e rios, devastando o ecossistema daquela região. Isso aconteceu porque, mesmo com a clara desestabilização e erosão da barragem, o Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM), aprovou a licença de operação da barragem. Em decorrência dessa grave falha da instituição, o Rio Doce (fonte abastecimento para muitas cidades mineiras), foi atingido por milhões de metros cúbicos de dejetos, e levará décadas para se recuperar, influenciando negativamente a vida de milhares de pessoas.

Além disso, nota-se, ainda, que a Samarco (empresa responsável), aumentou 32% de sua produção naquele ano, e não teve o entendimento de aumentar, proporcionalmente, os investimentos a proteção ambiental. Segundo o canal de notícias Plus 55, a RTI ( Rescue Training International ) elaborou um plano de emergência para monitorar a barragem de fundão, mas esse foi recusado pela diretoria da Samarco por ser muito oneroso. Em consequência dessa política de lucros elevados e poucos investimentos,- visão partilhada pela maioria das empresas brasileiras - vidas foram perdidas, e o Brasil conheceu sua maior tragédia ambiental.

Portanto, é necessário reavaliar esse avanço que a humanidade conquistou as custas do meio ambiente. Os governantes devem fazer leis mais rigorosas, que sejam cumpridas e fiscalizadas pelos órgãos públicos, para que empresas que estiverem causando danos ao ecossistema sejam punidas.