Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 18/06/2021
O rompimento da barragem de rejeitos da Samarco em novembro de 2015 ─ Que destruiu o distrito mineiro de Bento Rodrigues ─ é o maior desastre do gênero da história mundial nos últimos 100 anos, os dados estão presentes em estudo realizado pela Bowker Associates. Uma vez que, ocorrido tal tragédia, se torna muito complexo um processo de reabilitação do ambiente, sendo assim, muitas vezes, mesmo após anos, é possível ver traços de rejeitos contaminantes. Nesse contexto, a parcela que será prejudicada serão os moradores locais, no caso de mariana, que segundo o Jornal Nacional, mesmo após um ano do ocorrido, as pessoas ainda possuem medo de consumir a água fornecida pelas companhias de saneamento. Além disso, pode-se ser visto uma falta de iniciativa por parte dos ógãos, uma vez que, segundo o IBAMA, mesmo após um ano e meio, as medidas realizadas pela Samarco, para reduzir o impacto ambiental não foram suficientes.
Haja visto, as consequências causadas pela barragem em mariana ainda estão presentes no local, conforme Marcelo Beligário, superintendente do IBAMA, que afirma; a cada chuva o evento vai ser reavivado, e vai ficar bem claro pela cor da água. Tal como, pode ser analisado esta diferença quando analisado o encontro do rio Gualaxo ─ Que possui rejeitos de minério ─ e do rio Car, em Minas Gerais, segundo o jornalista Ismar Madeira. Certamente, o estado da água causa prejuízo para quem mora nas proximidades, visto que, a água é um bem primordial, e utilizado em ações simples do dia a dia.
Como também, pode ser observado que anos antes do desastre em Mariana, que, segundo a investigação da polícia Federal, aponta que, entre 2012 e 2015, a Samarco reduziu em torno de 30% no orçamento da área responsável pelo controle de barragens, conforme a revista Super interessante. Mas também, mesmo quando existente um risco, raramente medidas são tomadas, haja visto, o relatório semana da Agência de Mineração (ANM), realizado em 11 de janeiro de 2021, publicou que, somados as barragens em risco médio e alto da um total 58 barragens, todas administradas pela Vale.
Logo, é necessário medidas que antecipem que tais desastres ocorram. Desse modo, o ógão ANA ─ Que é responsável pela fiscalização das barragens ─ cobra relatórios de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). A partir da análise destes relatórios, caso não esteja de acordo com os padrões exigidos será cobrado multas, e em casos que a multa não tenha solucionado, será realizado o fechamento da empresa naquele local, afim de que, a mesma tome atitudes rápidas para que as barragens não representem riscos de rompimento. Por conseguinte, os riscos de acidentes seram minimizados, podendo salvar vidas, e também manter a qualidade de vida de quem mora nas proximidades.