Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 25/06/2021
O relatório publicado pelo Governo do Estado de Minas Gerais mostra que o desastre ocorrido em Mariana (MG) causou a morte e o desabrigo de diversas pessoas, contaminou rios e destruiu ecossistemas. Tal relatório demonstra que a tragédia ocorreu devido á negligência por parte da mineradora Samarco e dos orgãos de fiscalização do governo.
Seguidamente, dois anos depois um desatre semelhante ocorreu em Brumadinho (MG), outra barragem se rompeu liberando detritos tóxicos, devastando cidades e deixando muitos mortos e desaparecidos. Segundo a revista Forbes: a Vale, empresa propritária da mineradora Samarco, sofreu um bloqueio fiscal de R$ 1 bilhão e teve parte de suas atividades suspensas pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Além disso recebeu uma multa de R$ 250 milhões do Ibama. Porém esse valor não corresponde nem a 1% do valor comercial da empresa, o que é anômalo comparado á proporção do desatre.
Hodiernamente, cinco anos depois do ocorrido, os moradores da região não puderam voltar para suas residências. Segundo uma matéria feita pela repórter Raquel Freitas para o G1, a reconstrução da moradia das pessoas afetadas pelo rompimento da barragem sequer foi definida e o projeto ainda está sendo discutido na justiça, fazendo com que várias famílias continuem desabrigadas. Isso elucida uma realidade onde os crimes hambientais não são adequadamente punidos.
Ante ao evidenciado, cabe á Assembleia Lesgislativa de Minas Gerais e á Assembleia Lesgislativa do Espírito Santo responsabilizar a Vale por meio de comissões especiais que investiquem devidamente os reais impactos dos desatres de Mariana e Brumadinho. também cabe ao Superior Tribunal de Justiça, instância máxima do poder judiciário, jugar o caso para que seja desempenhada a justiça. Assim será possível criar uma realidade onde o crime hambiental seja devidamente punido.