Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 20/06/2021
Desde o advento da Revolução Industrial, no século XVIII, o homem vem explorando constantemente o meio ambiente e seus recursos naturais de forma intensa e irresponsável, visando o lucro. Isso gera impactos ambientais irreversíveis, afetando todas as formas de vida. Pode-se citar, como exemplo, o desastre ambiental ocorrido em Mariana, no ano de 2015, quando houve o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco, afetando drasticamente o ecossistema local. Nesse contexto, é pertinente salientar a importância e a urgência de se ter uma consciência ambiental para a promoção de um desenvolvimento sustentável.
Em primeiro plano, deve-se ressaltar o grande impacto ambiental do rompimento da barragem de rejeitos provenientes da extração de minério de ferro, em Mariana. Esse evento levou à liberação de 62 milhões de m³ de lama que devastou o distrito de Bento Rodrigues. À medida que a lama avançou pelo Rio Doce, ocasionou a morte de várias espécieis de peixes e algas, afetando completamente o ecossistema aquático da região. Uma grande quantidade de mata ciliar foi completamente destruída, e a cobertura de lama tornará o solo da região infértil e impedirá o desenvolvimento de espécies vegetais.
Em segundo plano, destaca-se que a falta de consciência ambiental da empresa, atrelada ao sistema capitalista, em que somente o lucro é visado, teve participação efetiva nessa catástrofe. A lucrativa atividade de mineração, que hoje é responsável por quase 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, e é uma das mais promissoras para a consolidação e o fortalecimento da economia do país, segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, representa um poderoso lobby sobre o poder público e o meio político, que motiva a ausência de um rigoroso controle e monitoramento por parte do Estado à empresas mineradoras, como a Samarco. É importante que haja uma maior conciliação ambiental e econômica, a fim de um desenvolvimento econômico sustentável, sem causar danos irreversíveis à natureza, como os ocorridos em Mariana.
Mediante ao exposto, entende-se que as consequências de não ter aliado a consciência ambiental ao desenvolvimento, colocou em risco o meio ambiente, levando à prejuízos inestimáveis. Portanto, o Governo deve implementar uma fiscalização mais rigorosa à empresas mineradoras, monitorando possíveis irregulariedades nas barragens. Cabe ao Poder Legislativo, promulgar uma lei que aumente os impostos cobrados à possíveis empresas causadoras de impactos ambientais, que depois serão destinados à orgãos de estudo e de recuperação de ecossistemas em áreas que sofreram danos. Ademais, o Ministério do Meio ambiente, através da Mídia, deve desenvolver campanhas de valorização ao desenvolvimento sustentável, com o intuito de formentá-lo.