Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 20/06/2021

O rompimento da barragem da Samarco em Mariana, que ocorreu no ano de 2015, é considerado o maior desastre ambiental dos últimos cem anos no Brasil. Nesse sentido, é possível afirmar que muitos açudes estão sob risco de ruptura, haja vista que a negligência governamental e a escassa abordagem do problema agravaram a situação.

Primeiramente é válido destacar que a displicência do governo colabora com esse cenário. De acordo com a Lei Política Nacional do Meio Ambiente promulgada em 1981, tem como objetivo garantir boas condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da qualidade da vida humana. Entretanto, ao analisar a situação como um todo pode-se evidenciar a falta de infraestrutura nas represas brasileiras, as quais diversas barragens em várias cidades apresentam grande risco de rompimento. Tal problema é motivado devido à falta de investimento dos políticos, que priorizam em caráter imediato ações como pavimento de ruas e avenidas deixando à mercê todo o ecossistema. Isso resulta em um grave problema, que caso aconteça, municípios que ficam próximos a represas poderão ser afetados e consequentemente, gerando muitas mortes.

Além disso é pertinente ressaltar que a negligência governamental contribui como fator relevante no que refere-se aos maus cuidados ao meio ambiente. Nessa perspectiva, o Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), percebe-se que a dotação de orçamento para o ecossistema é baixo comparado a outros países. Ou seja, o governo não repassa recursos para reformar, cuidar de nosso ecossistema, e quando passa, observa-se a baixa quantia destinada a isso. Dessa forma, reflete a baixa políticas públicas destinadas às manutenções de represas aliado à falta de interesse governamental.

Para que ocorra a redução desse índice de calamidades ambientais é fundamental que o Estado exerça uma posição de autoridade em relação a empresas que não cumprem as leis ambientais, que garantem a preservação do meio ambiente. Industrias e empresas devem se conscientizar, dispondo sempre de profissionais qualificados que analisem os impactos, evitando danos causados a natureza. Desse modo, o governo ficará responsável por implementar uma lei que cobre uma porcentagem à mais nos impostos das empresas que são possíveis causadoras de impactos ao ambiente, aumentando assim uma rígida inspeção dessas empresas. Essa quantia à mais arrecadada nos impostos, será destinada à ONG’S com o apoio de biólogos que visam estudar e reconstruir a flora local de áreas que sofreram danos, buscando diminuir os problemas causados ao meio ambiental.