Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 21/06/2021

Segundo Sartre, filósofo francês, o ser humano é livre e responsável; cabe a ele escolher seu modo de agir. Logo, com o aumento da procura das ações do homem no que toca o ambiente, recai sobre o próprio o compromisso de tornar o mundo mais sustentável. Em 2015, a preocupação com o desastre ambiental em Mariana gerou um ponto de discussão, até que ponto a integridade ambiental é respeitada em relação aos benefícios monetários que serão ganhos pela degradação dela. A tragedia de Mariana relata essa realidade.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação recuperada entre as causas do problema. Conforme Aristóteles, uma poética deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a ganância de grandes empresas rompe essa harmonia; haja vista que; embora seja importante buscar formas de sempre ter mais sucesso em seu empreendimento, há limites que devem ser respeitados, mesmo porque essas empresas também dependem de um ambiente sadio para seguir em atividade.

Ainda na perspectiva dessa problemática, vale destacar que os erros dessas grandes empresas não acarretam somente em desastres naturais e perdas na biodiversidade local. No caso de Mariana, o rio que foi devastado era a grande fonte da economia local, e com a invibialização do próprio mudou completamente o rumo da vida desses cidadãos, que precisaram se adaptar a outra atividade para sobreviver. E o descaso com as vitimas pode ser observado em notícia do jornal Estado de Minas, a qual revelou que as indenizações dos trabalhadores informais só existem a ser pagas 5 anos depois da trágedia, deixando claro a insignificância dessa situação desse povo por parte da empresa causadora .

É evidente, portanto, que há entraves para que, conforme as empresas passem a respeitar a flora Brasileira e arcar com as consequências de seus erros. Dessa maneira, é preciso que o Estado brasileiro promova medidas mais drásticas para empresas que se envolvem em desastres ambientais, por meio de multas maiores e até mesmo indenizações mais severas, com medidas de auxílio a reintegração das pessoas prejudicadas às suas atividades comerciais, para que a justiça e o respeito sejam cedido à natureza e aos cidadãos.