Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 18/06/2021
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. O desastre ambiental de Mariana, reflete essa realidade, uma vez que persiste influenciado pela falta de prevenção e fiscalização da barragem.
O acidente que já é considerado o maior desastre ambiental da história do Brasil resultou de uma ação irresponsável da mineradora combinada a uma indecisão entre órgãos fiscalizadores. A Samarco assumiu o risco, que teria sido omitido no processo de licenciamento, e privilegiou o lucro em detrimento da segurança. A empresa não tinha conhecimento da iminência do rompimento, mas estava ciente de diversas falhas que a estrutura apresentava e de sua utilização acima da capacidade. E com essa negligencia na parte de fiscalização é importante ressaltar que a existência de uma fauna endêmica no Vale do Rio Doce, que devido à tragédia, foi praticamente extinta, gerando danos na cadeia alimentar, visto que as mortes de animais e plantas terrestres e aquáticas, diminuem significativamente a quantidade de oxigênio no rio, levando o mesmo à morte.
Cabe mencionar que houve ainda sérios impactos sociais, entre eles pode-se enfatizar a destruição das moradias e bens da população, bem como as questões relacionadas à saúde, devido ao aumento de doenças como dengue e esquistossomose pelo acúmulo e poluição da água. Dessa forma, foram causados diversos danos ao setor econômico, devido à infertilidade do solo e erradicação da pesca, que são fortes fontes de renda no estado de Minas Gerais.
Cabe ao Ministério do Meio Ambiente implantar tecnologias de filtração da água contaminada para, aos poucos, reverter a situação e, ao Ministério da Saúde, disponibilizar mais tratamentos para a cura das doenças, utilizando as verbas disponibilizadas para seus feitos. Além de ações do Governo Federal para construções de novas moradias.