Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 18/06/2021
O desastre ambiental de Mariana está longe de ser uma invenção moderna, o meio ambiente vem sofrendo tais efeitos da industrialização desde o final do século XVIII, tendo início na Inglaterra e logo se expandindo para todo hemisfério. Inicialmente, isso é fruto da obtenção do maior serviço lucrativo possível, sem levar em consideração as questões ambientais. Nesse contexto, surge a problemática dos interesses em conflito: a importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento.
De início vale ressaltar que a lama despejada no Rio Doce causou diversos prejuízos dentro da sociedade. Segundo estudos efetuados no local, estima-se que, ao cobrir o rio, a passagem de raios solares foi bloqueada, impedindo assim que o processo de fotossíntese ocorresse, levando à morte de diversas espécies vegetais e animais. Deste modo, a perda ecológica é incomensurável e, mesmo com décadas de tratamento, o Rio Doce jamais será o mesmo. Por conseguinte, pescadores que dependiam da pesca e donos de pequenas plantações tiveram que realocar para lugares distantes devido a lama tóxica liberada.
Ademais, a mineradora Samarco, responsável pela tragédia ambiental citada, é uma das maiores fontes de emprego e de sustento da região. Seguindo essa linha de raciocínio, mesmo após o ocorrido, uma porção da população local continuou apoiando a extração mineral tomada pela empresa. Segundo o socialista Karl Marx, o dinheiro é a essência do trabalho e da existência do homem, deste modo a essência o domina e ele a adora. Ao observar a fala citada, compreende-se que uma sociedade capitalista e alienada quanto a importância de preservar o meio ambiente persiste no corpo social.
Diante dos fatos analisados, faz-se necessário a criação de um modelo de desenvolvimento que mantenha a preservação ambiental como uma dos parâmetros para conchavar os interesses em conflito. Deve-se começar através de palestras com profissionais da área ambiental nas escolas, criando cidadãos conscientes sobre a importância da preservação do meio. Outrossim, a Secretária do Meio Ambiente junto com o governo deve implantar uma fiscalização ambiental mais rigorosa nas empresas, conforme o risco que as mesmas possam causar para o ecossistema. Em vista disso, haverá o início de uma nova sociedade onde, próxima a natureza, viverão em harmonia.