Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 18/06/2021

O livro “O cidadão de papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o desastre ambiental de Mariana afeta a sociedade como um todo. Assim, seja pela falta de uma eficiente fiscalização, seja pela busca desenfreada pelo lucro em cima de recursos naturais, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente sobre como conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que, nesse cenário, a ausência de uma eficiente fiscalização corrobora de forma intensiva para o entrave. Isso ocorre, pois como não houve uma fiscalização adequada, a barragem que deveria ter sido interditada continuou recebendo rejeitos, ocasionando o seu rompimento. Assim, fica claro que o legado de negligência e ignorância frente ao desastre de Mariana persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.

Além disso, outro fator influenciador desse problema é a busca descontrolada pelo lucro. Isso porque, a empresa foi avisada do risco de rompimento da barragem, porém devido ao elevado custo de manutenção, não realizou o reparo. Desse modo, o desejo de desenvolvimento superou a consciência ambiental, causando graves problemas ao meio ambiente.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Para isso, o Governo Federal deve ampliar a fiscalização de mineradoras, como também é dever da mídia discutir a importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento, por meio de novelas, documentários e reportagens. Tudo isso com o intuito de evitar novos desastres.