Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 18/06/2021
Considerado o maior desastre ambiental dos últimos cem anos, o rompimento da barragem da Samarco em Mariana - MG marcou o ano de 2015. A tragédia que devastou o distrito de São Bento, infelizmente, ainda busca respostas, entre elas, se houve negligência por parte das empresas envolvidas. Nesse sentido, é possível afirmar que muitos açudes estão sob risco de ruptura, haja vista não apenas a falta de uma eficiente fiscalização pelos órgãos governamentais, mas, também, pelas insuficientes medidas de prevenção pelas mineradoras.
O mal gerado a partir da negligência do governo na falta de fiscalização é imensurável. A lama e seus componentes atingiram o mar, destruindo vidas, tanto na forma biológica quanto na social. Segundo a REBIA (Revista do Meio Ambiente), sua poluição afeta diretamente a fauna e a flora local, o que impede habitantes de consumir frutos, vegetais e, até mesmo, de cozinhar com a água de lá obtida. Além disso, a poluição dos rios Doce e Gualaxo acarretou em alergias e doenças respiratórias, o que levou a população a desesperar-se diante de tantos problemas.
Contudo, o problema está longe de ser solucionada, devido ao lobe das sócias da companhia Samarco sobre o governo estadual de Minas Gerais e do governo federal. Nesse contexto, nota-se a postura oposta dos governantes frente ao desastre ambiental, pois a população e grande parte do Brasil se mobilizaram para ajudar as vítimas e demonstrou empatia e preocupação com os efeitos sobre a natureza, enquanto o Governo demonstrou inoperância e negligência ao não tomar medidas concretas. Assim, a falta de ações para a contenção dos graves efeitos da lama tóxica agravou o problema no Brasil.
É evidente, portanto, que deve-se tomar medidas cabíveis a fim de solucionar esse problema. É preciso que o Ministério da Justiça aliado do Ministério do Meio Ambiente, pressione os responsáveis por tragédias ambientais por meio da ameaça de multas caso eles não ofereçam a devida assistência as vítimas e coloquem em prática medidas para reduzir os danos em determinado período. Para que desastres como esse não se repitam, a Secretária do Meio Ambiente precisa aumentar o rigor na fiscalização e punição de empresas, de modo que, as mesmas se adaptem ao meio de produção sustentável. Desse modo, haverá o início de uma nova era, onde homem e natureza, de fato, viverão em harmonia.