Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 18/06/2021

As notícias e denúncias publicadas na imprensa sobre o rompimento da barragem ocorrido na cidade de Mariana, Minas Gerais, denotam que o desastre ambiental aconteceu devido à negligência por parte da mineradora Samarco, dos órgãos de fiscalização e o governo em geral. Hodiernamente, vemos que a sociedade não possui tanto cuidado ao quesito preservação da natureza, e isso se tornou um problema. Logo, cabe analisar a importância de conciliar uma consciência ambiental incluindo o seu desenvolvimento na sociedade.

Em primeiro lugar, podemos citar que, José de Alencar e outros autores do romance indianista nos fizeram conhecer e entender a relação do índio com a natureza: subsistência, exploração saudável e freada, cooperação. Esse modo de se utilizar da fauna e da flora, no entanto, não é o mais prevalecente no mundo, já que o homem, desde muito antes de essas histórias serem contadas, tem para si duas únicas palavras-chave: desenvolvimento e lucro. A fim de satisfazer essas necessidades inventadas, viemos explorando, desenfreada e irresponsavelmente, o meio ambiente, sem pensar que, um dia, a humanidade pode ser engolida por essas ações, como recentes acontecimentos vêm sugerindo. Por isso, a forma de fazer com que o povo compreenda o quão importante é a preservação da nossa natureza, é de pura repercussão.

Outrossim, Falta-nos entender que a natureza não é totalmente renovável, e que, mesmo se fosse, ela não teria uma força de regeneração diretamente proporcional à nossa capacidade de degradação. Por isso, precisamos extrair menos, de forma consciente, para ajudar esse processo natural e agir ativamente para reparar os danos que fazemos.

Portanto, se torna evidente que o jeito com que conduzimos as coisas até agora precisa ser mudado. Logo, é necessário que o Estado, em conjunto com o Ministério da Educação, informem à população sobre os verdadeiros acontecimentos e consequências de tais atos prejudiciais à natureza, para que, assim, o povo se concientize e tenha noção de seus atos. Tal tarefa será realizada por expansivas campanhas publicitárias nas formas de comunicação em massa, como a internet e a televisão, com profissionais especializados no assunto, o que fará com que a sociedade brasileira seja elucidada sobre essas patologias rapidamente. Sendo assim, episódios de desastres, como o em Mariana, serão minimizados.