Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 18/06/2021

Desde a revolução industrial, a humanidade vem avançando cada vez mais no aumento tecnológico e circulação de riquezas. Entretanto, tal desenvolvimento tornou-se um grande problema na atualidade, já que, a poluição da natureza é comum no século XXI. A falta de fiscalização por parte do governo e a negligência da Vale do Rio Doce fez com que o desastre de Mariana se repetisse matando mais vítimas em Brumadinho.

Vários são os crimes contra a natureza que serão dolorosamente lembrados por muito tempo. O mais recentes deles foi o acidente, no município de Mariana, em MG, cuja tragédia ocorreu após o rompimento de uma barragem da Mineradora Samarcos, que fez com que uma lama se derramasse deixando pessoas desabrigadas, mortos e sem o sustento uma vez que houve grande contaminação do Rio Doce. Um prejuízo ambiental imensurável. Assim como, anos atrás, a grande mortandade de peixes no Rio do Sinos, RS, provocada pela falta de cuidado de uma empresa com o descarte de sobras de substância tóxicas, que foram despejadas no rio.

Ademais, segundo jornal O Globo, desde 2015 com a tragédia de Mariana, menos de 15% dos autos de infração foram pagos, como no caso da mineradora Samarco, que totalizou R$350 milhões em multas, não desembolsando um centavo até agora. Além de que, o custo na contratação de advogados para recorrer no pagamento das mesmas, é mais barato do que resolver a pendência de fato. Nesse sentido, é inevitável a procedência do poder Legislativo em meio aos dados.

Portanto, para que a consciência ambiental seja efetivada juntamente com o desenvolvimento industrial, é mister que o Governo em junção com os três poderes (executivo, legislativo e judiciário), faça adequações nos meios de fiscalizar as infraestruturas - para que haja uma taxa menor de riscos em acidentes e, por meio de debates governamentais, exista a mudança na cobrança de infrações feitas pelas empresas em questão - assim, dando credibilidade a causa. Dessa forma, será possível superar as dificuldades e promover a harmonia entre ambos os lados, como no livre de Iracema, o descaso não fará parte da população. Que medidas devem ser aplicadas na resolução do problema mencionado. É dever do poder judiciário fiscalizar o comprimento das leis que examinam barragens de minério, assim o risco será detectado antes do rompimento, podendo salvar a vida de trabalhadores e da população que vive por perto. Cabe a empresa Vale do Rio Doce além de responder pelos crimes cometidos, idem izar e auxiliar as famílias que tiveram perdas com a ajuda de psicólogos. Desta forma como disse o presidente da Vale a quatro anos atrás ’ Mariana nunca mais’, desastres ambientais envolvendo mineradoras não aconteceram novamente.