Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 18/06/2021
No período de Novembro de 2015, ocorreu a lamentável ruptura das barragens da empresa Samarco Mineração S.A, liberando à natureza os mais variados rejeitos nocivos à diversas formas de vida. O acontecido, é hoje, considerado o maior desastre socioambiental da história brasileira. No entanto, vale ressaltar que, em termos de prevenção e fiscalização, o vergonhoso acontecimento deve receber outro titulo: O Maior Crime Ambiental Brasileiro. O mal gerado a partir da negligência do governo na falta de fiscalização é imensurável. Muitas pessoas ficaram expostas a bioacumulação - fenômeno em que há a absorção e o acúmulo de substâncias no corpo de um organismo -.Isso ocorre, pois a quantidade de metais pesados lançados ao mar, foi de longa escala. O que levará anos até que esse metal não faça efeitos no oceano. E até lá muitos animais marinhos essenciais à alimentação estarão sujeitos a contaminantes e consequentemente os humanos através do seu consumo. O ocorrido, em Mariana, vai muito além de um acidente. É, consideravelmente, um desrespeito à todas as formas de vida. Milhares de vegetais foram perdidos, espécies de peixes foram extintas, pessoas sofreram. A troco de que? Nesse contexto, vale lembrar a população, seja nas mídias ou nas redes, que o Estado existe e pagam-se impostos para que cumpra seu papel. A fiscalização da empresa, seria imprescindível para a segurança e o bem-estar da população. Desse modo a população deve cobrar a justiça pelo caso. Poucos fiscalizadores mudariam a história do Brasil, como dizia Margaret Mead - “Nunca duvide da capacidade de um pequeno grupo de dedicados cidadãos para mudar os rumos do planeta. Na verdade, eles são a única esperança para que isso possa ocorrer”.
Os governos, como organizações institucionais pesadas, raramente, respondem às reivindicações das sociedades, o que também ocorreu no plano das questões ecológicas. Tendo o capitalismo mercantil responsável pelos primeiros projetos de exploração do território brasileiro, a mais de 40 anos transcorridos desde a década de 60 do século passado, para que o organograma administrativo dos governos ocidentais adotasse, sistematicamente, ministérios e secretárias dedicadas às questões de controle e fiscalização do ecossistema e mananciais hídricos. Hoje a questão de exaustão de reservas de petróleo e de água potável no mundo vem ensejando uma série de conferências preventivas sobre as quais as novas alternativas energéticas a serem usadas, como exemplo a termoelétrica, a solar entre outras, já estão sendo qualificadas à comunidade científica, tendo assim novos investimentos com pesquisas cada vez mais excitantes nos campos de biotecnologia, de genética, da química fina e outras oportunidades a serem descobertas, inclusive a mais recente que é a fusão dos átomos de hidrogênio.