Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 18/06/2021

No ano de 2015, aconteceu o maior desastre do gênero da história mundial nos últimos 100 anos. O acidente que ocorreu na empresa Samarco Mineração S.A. provocou a abertura da barragem de Mariana. Como resultado, milhares de espécies de animais mortas, famílias sem suas moradias e uma economia devastada. Ademais, a necessidade de conciliar uma consciência ambiental, é necessário tratar com racionalidade os recursos naturais, uma vez que estes podem se esgotar.

Em primeira análise, é fundamental frisar que, devido à lama que atingiu as regiões próximas à barragem formou uma espécie de cobertura no local, causando uma camada de cimento que impedirá o desenvolvimento de muitas espécies. Com isso, muitas famílias tiveram que deixar o local, pois, com a quantidade de lama exigida sobre à terra, foi interrompida a fertilidade do solo, causando o impedimento de desenvolvimento da plantação. Além de destruir casas, o mar de lama devastou o Rio Doce e atingiu o oceano no Espírito Santo. Segundo o morador de Mariana, Francisco de Paula Felipe, relatou que era um estrondo que nunca tinha ouvido. Pensou em diversas possibilidades, até mesmo na barragem. Não demorou muito para que visse a avalanche de rejeito engolindo o distrito em que viveu por mais de 30 anos.

Outro fator crucial, a fiscalização do tribunal verificou “graves falhas”, como, problemas nas construções, erosões internas e grandes trincas, além de falta de funcionários especializados, de treinamento e de orçamento para viabilizar vistorias. Para reparar os danos causados, a União e os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo celebraram um Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC) com as empresas Samarco, BHP e Vale, responsáveis pela barragem. Além de criar a Fundação Renova, organização que deve pôr em prática as compensações, o TTAC estabelece 42 programas que devem ser cumpridos nos 670 quilômetros de área impactada ao longo do Rio Doce e afluentes.

Por tanto, para que não ocorra rupturas de barragens, deve-se intensificar o monitoramento contínuo, com instalações de radares e satélites. Outra providência cabível, é instituir a exigência de um número proporcional de engenheiros nos quadros das empresas.