Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 18/06/2021

Mariana: Acidente ou Insistência?

Como visto nos noticiários, a tragédia de Mariana foi devastadora. Intoxicou o rio Doce, destruiu uma cidade inteira, além de prejudicar drasticamente a fauna e flora da região. Mas nunca ficou claro o motivo. Foi negligência e falha do governo e da empresa ou um acidente fatal?

O acidente aconteceu em 5 de novembro de 2015, quando a barragem de Mariana (da mineradora Samarco) se rompeu, atingindo em cheio cerca de 40 milhões de metros cúbicos com rejeitos contidos pela barragem. Isso causou inúmeros prejuízos a quem dependia do rio Doce, que foi completamente contaminado, assim impossibilitando seu uso para agricultura e pecuária.

Um dos responsáveis por esse tipo de tragédia no Brasil é o órgão Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), pois fiscaliza as condições das barragens e, por isso, deve ser investigado, junto com a empresa, a fundo de descobrir se os laudos foram produzidos com dados reais ou se foram encomendados, isto é, comprados por alguém da Samarco a fim de permitir o funcionamento da mineradora.

Os prejuízos são absurdamente grandes: 19 vítimas humanas, muitas pessoas desaparecidas, milhares de vítimas animais e vegetação criticamente prejudicada, além das construções destruídas e do prejuízo financeiro.

Para que isso não ocorra novamente, os responsáveis devem ser investigados e punidos, para que, depois de descobertas, as causas do acidente sejam evitadas e que as empresas que cometerem o mesmo erro sejam punidas. Para isso, deve-se investir em métodos de investigação e maneiras mais seguras e sustentáveis de se obter o minério.