Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 21/06/2021

Durante o período da revolução industrial, a exploração dos recursos da natureza aconteceu de maneira excessiva, uma vez que a capacidade produtiva aumentou. Assim,  poluição no meio ambiente, e nas cidades, aumentou drasticamente. O mesmo é notório ao fim da Idade Média, que com o constante aumento das cidades e das feiras, conciliado a falta de preocupação com o ambiente, acabou agravando a poluição do meio. Tal fato que contribuiu, na época, para disseminação da peste negra. Ademais, com o rompimento da barragem de Mariana, o cenário se repete. O que só revelou que, mesmo na idade contemporânea, ainda há uma falta de preocupação com o meio ambiente. A qual vem tanto dos órgãos governamentais-os quais deveriam dar o exemplo- quanto da própria população e das indústrias. Assim  as consequencias desses atos são graves ,tanto a longo, quanto a curto prazo.

Em primeiro lugar, é evidente a falta de conscientização vinda do governo, visto que a fiscalização, na qual deveria ser rígida, é falha. De 100% das barragens cadastradas pelo DNPM (300 em média) 7,6% delas tem alto risco de se romper, enquanto 46% tem alto potencial destrutivo, ou seja, caso uma dessas barragens se rompa, as consequências seriam catastróficas. E este desinteresse vindo da parte do governo, é sim notado pela população, na qual só reforça a teoria da banalidade do mal, expressa pela socióloga Hanna Arendt “Quando uma ação errada ocorre constantemente, ela para de ser vista como ruim, e passa a se tornar normal “. Ademais, a vinda constante de industrias para as cidades e a falta de cuidado com os rejeitos, acaba por causar chuvas ácidas, inversão térmica, problemas respiratórios etc. Porém esses são tratados como “normais " na visão da parte da sociedade.

Mediante a isso, a estagnação só não é certa, porque a tendência é ir de mal para pior, caso o cenário não mude. Uma pesquisa feita pelos pesquisadores da UFES constataram que somente no Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, em Vitória, mais de 55 mil crianças menores de 6 anos foram internadas com problemas respiratórios devido a forte poluição vinda de fábricas.

Portanto, é notório a grande importância de haver um equilíbrio entre o meio ambiente e o desenvolvimento. E para que isso possa acontecer, é necessário que o governo de estados e municípios façam investimentos para que haja um maior monitoramento e fiscalização em industrias mineradoras, automobilisticas, e comerciais em geral, observando a forma como descartam seus rejeitos; a fim de que outros desastres sejam evitados. Também é clara a necessidade do governo, com apoio do MEC, ajudar a criar uma consciência ambiental na sociedade, por meio de palestras -principalmente em escolas- criação de ongs, projetos sociais de reciclagem e coleta seletiva, para que dessa forma, se possa preservar o futuro da nação. Conciliando uma consciência ambiental ao desenvolvimento.