Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 18/06/2021

O rompimento da barragem de Mariana, um dos maiores desastres ambientais já registrados no mundo, causou a morte de 19 pessoas e a destruição de muitas moradias, além de contaminar a água do rio Doce e, enventualmente, o mar no Espírito Santo.

A barragem foi construída pela Samarco com o objetivo de conter e acumular grandes quantidades de substâncias extraídas da mineradora em Minas Gerais. As suas principais finalidades são o abastecimento de água, produção de energia elétrica e prevenção de enchentes. A falta de fiscalização da barragem provocou o acúmulo de aterro na região, ocasionando no rompimento da barragem e na destruição vista em 2015. Os malefícios foram contínuos mesmo após o incidente, visto que as finalidades da barragem eram de extrema importância no estado.

Ademais, a teoria do caos, uma tese de Edward Lorenz, diz que uma pequena ação, por mais insignificante que seja, causará uma imensa consequência. A falta de consciência ambiental dos executivos da Samarco acabou com o ecossistema local, matando grande parte da fauna, principalmente peixes, fazendo com que a pescaria, uma das maiores fontes de economia da cidade, fosse impossibilitada de ser praticada, quebrando assim, a economia local e extendendo a lama, juntamente com as consequências, para outras regiões do Espírito Santo.

Em suma, uma simples ação dos funcionários, como o seguimento das regras e a constante fiscalização da barragem pelos órgãos governamentais, poderia ter previnido essa catástrofe.