Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento

Enviada em 18/06/2021

Em 5 de novembro de 2015, na cidade de Mariana houve o rompimento de uma barragem usada para guardar os rejeitos de minério de ferro explorados pela empresa Samarco. Esse acidente acarretou diversos prejuízos à população e meio ambiente. Usando a frase do filósofo polonês Zygmunt Bauman “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas.” como exemplo, é preciso que o povo e as grandes indústrias, pensem no acidente como um aviso para se atentarem ao equilíbrio que precisa existir entre desenvolvimento e consciência ambiental e mudem suas políticas.

À princípio, pode-se destacar a negligência presente nas empresas, especialmente aquelas que colocam o ecossistema em risco, onde os interesses financeiros são colocados em primeiro lugar e a natureza é explorada de forma abusiva. Esse comportamento leva a um degaste do ambiente afetando também a saúde e bem estar da população e consequentemente a economia.

Em segundo plano, sabe-se que o cuidado com o biossistema é de extrema importância, e que apesar da existência de leis que visam a presença do respeito durante as atividades que envolvem extração de matéria prima da natureza, muitas organizações não as respeitam, causando enormes perdas à biogeocenose devido a fraca fiscalização.

Portanto, visando mitigar os entraves à resolução da problemática, algumas medidas são necessárias. Assim, cabe ao Estado criar punições mais severas para ações que violam as leis e interferem de forma não saudável na natureza e garantir que sejam efetuadas, por meio de fiscalização eficiente, a fim de que as indústriais sigam as leis à risca. Só assim é possível existir desenvolvimento sem causar malefícios significantes à vida.