Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 19/06/2021
Dentre várias de suas concepções, o dramaturgo inglês George Shaw afirma que, a ciência nunca resolve um problema sem criar pelo menos outros dez. Nesse sentido, torna-se relevante discutir sobre o desastre ambiental de Mariana e seus impactos ambientais, visto que a fauna do local, pricipalmente a marinha que habitava o Rio Doce, ainda não se recuperou do desastre e a água na região atingida pela lama está imprópria para os diversos tipos de consumo humano. Esses dois fatores espelham uma realidade complexa no que se refere aos seus efeitos sobre o país.
De forma análoga a frase do filósofo Thomas Hobbes: “O homem é o lobo do homem”, é possível reconhecer que quando exterminou a fauna no processo de mineração da barragem de Mariana, o ser humano tornou-se seu próprio predador, visto que muitos moradores da região pescavam no Rio Doce para se sustentar, e com o rompimento da barragem os peixes morreram. Ademais, é importante ressaltar que de acordo com um levantamento feito pela Policia Federal, a tragédia em Mariana provocou a morte de 98 espécies de peixes que viviam no Rio Doce.
Defronte a essa questão, é preciso reconhecer que a água possuía grande importância para o desenvolvimento da população que abrigava os arredores do Rio Doce, era necessária para a pesca, irrigação de plantações e produções de alimentos. Entretanto, é importante ressaltar que segundo uma matéria divulgada pelo site Agência Brasil, cerca de 88% da qualidade da água dos rios que compõem a bacia do Rio Doce foi contaminada com o acidente, provando essa ser uma mazela social que necessita de combate.
Diante do exposto, para amenizar os impactos ambientais negativos causados pelo desabamento da barragem em Mariana, é inequívoca a adoção de medidas. Desse modo, o Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável pela política nacional do meio ambiente, juntamente com o Governo Federal, devem estabelecer e impulsionar projetos, implicando na recuperação da qualidade da água do Rio Doce. Tais providências, aplicam-se por interédio de promover pesquisas ciêntificas, a fim de descobrir formas eficientes de qualificar a água para consumo humano e para a sobrevivência da fauna marinha. De acordo com a concepção de Thomas Hobbes, somente dessa forma o homem deixar-se-á de ser seu próprio lobo.