Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 18/06/2021
Segundo o promotor que apurou a calamidade em Mariana, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, ‘‘Nenhuma barragem rompe por acaso, isso não é uma fatalidade.’’ Ocasionalmente, uma séria de entrevistas, pesquisas e apuração, relataram que a mineradora Samarco tinha conhecimento dos riscos apresentados pela barragem rompida em Fundão. Por conseguinte, o que até então era uma fatalidade, passa a se tornar O Maior Crime Ambiental Brasileiro.
Na tarde do dia cinco de novembro de 2015, os moradores de Mariana viveram momentos de angústia com o rompimento da barragem em Fundão. Dezenove pessoas foram mortas, 1,256 pessoas foram desabrigadas, além do solo que passa a ser infértil, cidadãos que dependiam da atividade de pesca para sobreviver, perderam a sua fonte de renda. Portanto, é certo que o desabamento da barragem em Mariana, causou grandes problemas tanto para os moradores, como para as espécies afetadas, que segundo uma pesquisa realizada pelo Ibama, pode chegar até 400. O desastre em Mariana, entra para história como um crime, que destruiu não só o meio ambiente, como também a vida e a perspectiva de muitas pessoas.
Em suma, é obrigação da polícia federal seguir com a investigação, até encontrar os principais responsáveis pelo crime ambiental. Além disso, a Samarco tem o dever de restaurar as áreas prejudicadas pela barragem, e reconhecendo as vítimas da tragédia, é necessário o reembolso dos danos físicos e psicológicos. Pensando no futuro, para que não volte á ocorrer novos casos de violação ambiental, antes de investir e concretizar decisões técnicas, é preciso ter uma visão ambientalista, para que se criem propostas coerentes e sustentáveis. A sociedade deve ser mobilizada para que os novos projetos econômicos passem a ser menos danosos para a natureza, e sim, sustentáveis.