Desastre ambiental de Mariana: A importância de conciliar uma consciência ambiental e desenvolvimento
Enviada em 18/06/2021
Na tarde do dia 5 de novembro de 2015, uma barragem se rompeu em mariana, em Minas Gerais, e trouxe uma tragedia que está marcada para a história do pais, após o rompimento da barragem, minério foi despejado nos rios da região, fazendo com que até os dias de hoje eles sejam inutilizáveis.
Esta tragédia também trouxe muitos prejuízos pra famílias e pessoas da região… o acidente contou com mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério despejados nos rios locais, essa quantidade era tanta que os rejeitos acabaram chegando até mesmo nos mares do estado do Espirito Santo. Antes da tragedia acontecer, a cidade de mariana contava com lindas paisagens e muitos rios, que hoje são cobertos por matos e o todo o barro despejado… alguns estudos mostraram que a causa do acidente, foi a presença de lama no ponto de ruptura da barragem, onde deveria ter somente areia, e esse é apontado como uma das maiores causas do acidente. Com esse acidente, 19 pessoas morreram e cerca de 700 moradores ficaram desabrigados, as plantações deixaram de existir e as pessoas moradoras do local não usam mais a água dos rios, estudos apontam que a água não deve ser consumida para agricultura e nem para consumo de animais.
No Brasil, existem 299 barragens cadastradas, dessas, 23 têm alto risco da estrutura se romper. E 138 têm alto dano potencial associado, o que quer dizer que, caso a estrutura ceda, o estrago será devastador. Apesar do número estar na escala das centenas, apenas 19 barragens são consideradas prioritárias pelo estado crítico em que se apresenta. Providencias devem ser tomadas sobre essas barragens o mais rápido possível, para evitar que mais acidentes como os de brumadinho aconteça. Deve-se intensificar, ainda, o monitoramento contínuo, com a instalação de acelerômetros, inclinômetros, radares e satélites, assim como piezômetros e monitoramentos tradicionais, para evitar o rompimento de mais barragens.